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Cem famílias são prejudicadas por granizo no Vale do Rio Pardo

Em Santa Maria, água da chuva foi retirada com bomba

Erechim registrou acumulado de 15mm de chuva
Erechim registrou acumulado de 15mm de chuva Foto : João Vilnei / Especial / CP
Apesar de os gaúchos estarem torcendo pela chegada da chuva em razão da estiagem que atinge o Estado há meses, pancadas acompanhadas de vento causaram prejuízos em diversas regiões do Estado. Os estragos começaram a ser contabilizados na manhã desta quarta-feira.

A chuva de granizo que caiu durante a noite dessa terça-feira em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, destruiu telhados de pelo menos 100 casas. O distrito mais afetado da cidade foi Monte Alverne. Além das moradias, estabelecimentos comerciais também tiveram os telhados danificados.

Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, José Osmar Ipê da Silva, ainda durante a madrugada desta quarta-feira equipes iniciaram a distribuição de lonas para as famílias afetadas, muitas delas de agricultores que têm fumo armazenado em galpões. Silva informou que a Defesa Civil segue recebendo chamados de moradores e que deve passar de 130 o número de residências afetadas na cidade.

Erechim registra acumulado de chuva de 15mm


Os moradores de Erechim que estavam esperando pela chuva até ficaram esperançosos quando por volta das 10h a precipitação começou a cair com intensidade no município do Norte do Estado. No entanto, rapidamente a chuva foi diminuindo e, mesmo persistindo até às 11h35min, já era possível andar pelas ruas sem guarda-chuva.

Segundo os bombeiros, a precipitação alcançou apenas 15mm. Os 97 mil habitantes de Erechim enfrentam racionamento de água a cada 14 horas desde o dia 6 de abril. Para suspender a medida o gerente da Corsan, Rodimar Passaglia, acredita que seriam necessários 60 mm de chuva. Ele disse que se a barragem alcançar a medida de 2,50 metros abaixo do normal, o racionamento será suspenso. Na manhã desta quarta-feira o nível estava 3,18 metros abaixo do normal.


Chuva intensa surpreende moradores / Foto: Rodrigo Finardi / Especial CP

Defesa Civil distribui lonas em Santa Maria

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros de Santa Maria, região central do Estado, prestaram apoio às famílias que foram atingidas pelo temporal que iniciou na noite de ontem e prosseguiu durante a madrugada desta quarta-feira. Na região oeste do município, oito casas foram destelhadas pela força do vento. Foram distribuídos 120 metros de lona para os moradores e a água das casas foi retirada com motobomba.

A situação mais preocupante é no Alto da Boa Vista onde, além do alagamento e destelhamento das casas, houve queda de uma árvore sobre uma casa. Além disso, próximo a uma construção, na rua dos Andradas com a rua Conde de Porto Alegre, um muro caiu e atingiu um apartamento.

Quatro paradas de ônibus da região do Alto da Boa Vista foram destelhadas em função da ventania. Os profissionais da Secretaria de Controle e Mobilidade Urbana (SMU) trabalham no conserto dos materiais.

A chuva causou falta de luz em Santa Maria e em Santa Cruz do Sul. Conforme a AES Sul, há 2,3 mil clientes sem luz em Santa Maria e pontos isolados em Santa Cruz do Sul. A distribuidora estima que até o final do dia o abastecimento seja normalizado.

Em 12 horas, a chuva que caiu em Santa Maria atingiu 130,6 mm de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O acumulado está acima da média histórica de maio – 129,1 mm.

Falta de energia elétrica paralisa estação do Dmae

A Estação de Bombeamento de Água Tratada Pitinga do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), em Porto Alegre, está parada por falta de energia elétrica desde a madrugada. Em função disso, o abastecimento de água está interrompido em parte do bairro Lomba do Pinheiro (da Estrada João Antonio de Oliveira Remião, a partir da parada 13 e Vila Panorama), Quirinas e Vila Pitinga.

O Dmae alerta que a luz já foi normalizada, mas que o sistema de abastecimento de água não tem o mesmo tempo de restabelecimento que o de energia elétrica. Por isso, a normalização ocorre gradualmente, conforme os bombeamentos voltam a funcionar, podendo se estender mais nas regiões elevadas e pontas da rede distribuidora, onde a água demora mais para chegar.

Com informações dos repórteres Dico Reis, Gabriel Jacobsen, José Ody e Renato Oliveira

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