O gerente administrativo do São Miguel e Almas, que fica na avenida Alceu Roque Zortea, disse que o grande fluxo já era esperado, já que desta vez o feriado caiu na sexta-feira e muitos visitam as sepulturas com antecedência para viajar. A executiva de vendas Marli Lopes, 50 anos, foi ao cemitério para homenagear a mãe e a irmã já falecidas e, com isso, planejava evitar o movimento tradicional do feriado. No entanto, não foi isso que aconteceu. “Parece que todo mundo teve a mesma ideia”, afirmou.
Os irmãos Rosa Maria Tavares, 68, e Cláudio da Silva, 66, também foram no cemitério ontem para evitar congestionamento. “Tem menos gente”, disse ela. Os dois costumam fazer isso todos os anos para visitar as sepulturas da mãe, do tio e do irmão. A aposentada Zita Souto, 77, arrumou e embelezou os túmulos dos pais e do
irmão. Ela vai ao São Miguel e Almas todas as sextas-feiras. “Sempre trago flores naturais”, destacou.
Se algumas pessoas foram nesta quinta-feira aos cemitérios, outras devem retornar nesta sexta para acompanhar as missas e a programação das instituições durante o feriado de Finados. E quem já começou a lucrar com a data já no início da semana foram os floristas. Segundo a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), 24 ambulantes têm autorização para vender produtos no entorno dos cemitérios da Capital. Um buquê pequeno de crisântemos pode custar de R$ 8,00 a R$ 10,00.