O movimento nos cemitérios de Porto Alegre foi grande neste feriado de Finados. Só no Cemitério João XXIII, no bairro Medianeira, onde há cerca de 32 mil sepulturas, mais de 12 mil visitantes foram prestar homenagens e levar flores aos seus ente queridos, durante todo o dia. O Cemitério São José e Almas também foi bastante frequentado. No Crematório Metropolitano de Porto Alegre, 5 mil visitas foram registradas.
Em meio às flores, túmulos, anjos e imagens de santos do Cemitério Santa Casa, em Porto Alegre, está a estátua do cantor Teixeirinha, que atraiu muitas pessoas hoje na Capital. Vítor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, morreu em 1985 e é um dos ícones do tradicionalismo. Todos os anos, no dia 2 de novembro, Paulinho da Gaita anima a homenagem ao cantor.
Já em São Leopoldo, o clima foi silencioso. Muitos fiéis foram ao Santuário Sagrado Coração de Jesus para orar perto do túmulo do Padre Reus. A moradora da Vila Braz Silvana Beatriz de Souza Machado caminhou, nesta segunda-feira, durante uma hora para agradecer uma graça alcançada. Em dezembro, o sobrinho de Silvana entrou em coma. A tia, familiares e vizinhos fizeram promessa a Padre Reus e o jovem se curou. "Foi um milagre", explicou ela.
No Cemitério Parque Jardim da Paz, um helicóptero lançou pétalas de rosas sobre os túmulos. Devido às altas temperaturas, o comércio de água e sucos naturais teve grande procura.
A fiscalização da Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic) fez 12 apreensões nesta segunda-feira. As ações foram feitas, em especial, no Cemitério São João e no Complexo São Miguel e Almas, que ficam na Avenida Oscar Pereira, zona leste de Porto Alegre.
Entre os materiais apreendidos pelos 40 fiscais, foram encontrados DVDs, bebidas alcoólicas e aproximadamente 400 ramalhetes de flores de vendedores irregulares. Segundo o chefe de operações do setor de fiscalização, Mário Afonso, neste ano não foram cadastrados floristas para a licença temporária, que dura somente no período de Finados. Isso porque foram demarcadas as áreas em que os vendedores cadastrados podiam trabalhar, e mantidas livres as áreas dos portões. Conforme Mário Afonso, a intenção é extinguir o comércio clandestino de flores, para evitar o trabalho infantil e o roubo de flores de dentro dos cemitérios, para a revenda.
Cemitérios registram grande movimento no feriado
João XXIII, na Capital, recebeu mais de 12 mil visitantes. Clique e veja as fotos