• Manifestações ocorrem em todo o Brasil
As atividades começaram às 17h em São Leopoldo, onde cerca de 100 pessoas se reuniram em frente à estação do Trensurb, na região central do município. Segurando faixas e cartazes que pediam pelo fim da corrupção, e pelo direito de protestar, o grupo era formado na sua maioria por adolescentes. Tarini Asmann, de 14 anos, foi a manifestação acompanhada do pai. “Eu sou jovem demais pra saber como foi o período da ditadura no Brasil, mas, mesmo assim, sei o que não quero para o meu futuro. Estou aqui lutando pelos meus direitos”, afirmou. Alguns manifestantes se deslocaram de trem até Novo Hamburgo para se unir a uma mobilização maior, intitulada 1º Ato Contra a Corrupção e Apoio ao Movimento em Todo o Brasil.
O evento, organizado pelas redes sociais onde 5 mil pessoas confirmaram a participação, ocorre na Praça do Imigrante e mais de 2 mil pessoas participam do ato que começou às 18h na Praça do Imigrante, localizada na principal via da cidade, a Avenida Pedro Adams Filho. O grupo, formado por manifestantes com roupas brancas, máscaras e cartazes com frases do hino nacional brasileiro e gaúcho, saiu em caminhada, escoltado pela Guarda Municipal, passando pelas principais ruas da cidade, como Júlio de Castilhos e Joaquim Nabuco, até a Câmara de Vereadores.
Durante o caminho os manifestantes cantavam, tocavam instrumentos e também distribuíam flores aos que passavam. A secretária Jéssica Bender, de 32 anos, conseguiu sair mais cedo do trabalho a fim de participar da manifestação. “Acho importante a nossa cidade aderir a estas demonstrações públicas de insatisfação. Quem sabe assim a população começa a ser levadas mais a sério”, destacou.
Como medida de segurança alguns comerciantes fecharam suas lojas mais cedo, no Centro, com medo de que a ação pudesse ocorrer de forma violenta. A Brigada Militar, no entanto, não registrou qualquer ocorrência de dano ou depredação. Marcelo Franco, não gosta de se intitular como organizador do ato, pois acredita que a ação é coletiva, como os direitos devem ser. “Estamos fazendo uma ação contra a violência. U ma grande junção cultural e artística, mostrando a diversidade e a luta coletiva”, explica.