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Centenas de mulheres da Via Campesina invadem a Braskem, em Triunfo

Manifestantes querem denunciar monocultura de cana-de-açúcar

Centenas de mulheres do movimento Via Campesina invadiram o pátio da empresa Braskem, em Triunfo, nesta terça-feira. Elas querem denunciar uma possível monocultura de cana-de-açúcar, que segundo as manifestantes, seria prejudicial ao meio ambiente.

A Braskem produz anualmente 200 mil toneladas de polietileno de etanol de cana-de-açúcar. Lançado em julho de 2007, o polietileno verde foi o primeiro a ser feito 100% a partir de fontes renováveis no mundo, segundo a empresa. Em 2010, a Braskem inaugurou a primeira planta de Eteno Verde e assumiu a liderança na produção de biopolímeros.

Em Passo Fundo, no Norte do Estado, outras 400 manifestantes da Via Campesina protestam contra o uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras de feijão e trigo. Conforme uma das mulheres, Luci Piovesan, uma semana antes da colheita, está sendo pulverizado por aviões o herbicida glifosato, comercialmente conhecido como Roundap. O veneno utilizado para secar o feijão é absorvido pelas folhas e sementes e, segundo estudos da enfermeira e doutora pela PUC de São Paulo Mara Pagiani, causam câncer e depressão.

A manifestação é uma preparação para o dia das mulheres, em 8 de março. Neste ano, a Via Campesina discute a violência e a utilização de agrotóxicos na produção. À tarde, as mulheres pretendem fazer uma passeata pelo Centro de Passo Fundo.


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