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Centenas de professores estão acampados na Praça da Matriz, em Porto Alegre

Cpers estima presença de 3 mil educadores

Manifestantes pressionam o governo e os deputados da base aliada
Manifestantes pressionam o governo e os deputados da base aliada Foto : Camila Domingues
Mais de 300 professores estão acampados na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, no centro de Porto Alegre. O objetivo é pressionar o governo e os deputados da base aliada a retirar os projetos que alteram os ganhos salariais da categoria da pauta da Assembleia Legislativa.

De acordo com a direção do Cpers/Sindicato, são esperadas 3 mil pessoas. Os manifestantes utilizam caminhão de som para chamar a atenção para suas reivindicações. Cerca de 100 policiais fazem a segurança no entorno da Praça da Matriz.

O magistério iniciou greve nesta terça-feira, mas a adesão não é unânime. Em Porto Alegre, no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, com 1,8 mil alunos no Ensino Médio, as aulas iniciaram normalmente no começo da manhã de hoje. Por volta das 7h30min, dezenas de alunos chegavam ao local. Todos os 36 professores do turno da manhã compareceram ao colégio.

No Instituto de Educação General Flores da Cunha, o diretor Paulo Sartori afirmou que dos 160 professores que integram o quadro, apenas oito paralisaram as atividades nesta manhã.

Na escola estadual Ana Neri, no bairro Parque São Sebastião, a diretora Tânia Soares disse que as aulas ocorrem normalmente. Segundo ela, nenhum professor aderiu à greve.

A adesão dos professores à greve também é parcial na região Metropolitana e no Vale dos Sinos. Em Novo Hamburgo, a escola Vinte e Cinco de Julho, o maior da cidade, manteve as aulas. Em São Leopoldo, três escolas paralisaram as atividades, nessa manhã, e em outras seis houve participação de alguns educadores no movimento.
Em Canoas, a Escola Bento Gonçalves, a principal da cidade, funcionou normalmente sem prejudicar os mais de 2,2 mil estudantes.

Interior

Em Santa Maria, as duas principais escolas estaduais, Colégio Estadual Manoel Ribas (1,9 mil alunos) e Escola Estadual Cilon Rosa (1,4 mil), estão com aulas normais e realização de provas nesta terça-feira.

Em Pelotas, cerca de 160 educadores e funcionários da rede de ensino estadual aderiram à greve. Alguns retornam ainda hoje ao município e outros devem ficar acampados em barracas na Capital até o dia 22.