Reunidos em frente ao Monumento do Expedicionário, os sindicalistas distribuiram material informativo. Com a ajuda de um carro som, os manifestantes cobraram melhorias no plano de carreira dos trabalhadores.
A atividade uniu profissionais da educação ligados ao Cpers/Sindicato e representantes sindicais internacionais da Federação Nacional de Professores do Ensino Secundário (Fenapes) e da Associação de Docentes de Encenanza Medio, de Riveira, no Uruguai. “Este foi um ato internacional classista, autônomo e independente, visto que o 1° de Maio virou apenas uma comemoração, com sorteio de carros, apartamentos ou com ações assistencialistas, pago pelos governos. Isso esta errado, o Dia do Trabalhado tem que ser classista, promovido pelos trabalhadores”, destacou a presidente do Cpers, Rejane do Oliveira.
A direção do Cpers terá uma audiência nesta quinta-feira, às 11h, na Casa Civil, parar tratar da recuperação dos dias de aula durante a paralisação de três dias no Estado na semana passada e evitar o corte no ponto dos trabalhadores. Uma assembleia da categoria que deve definir o calendário de mobilização pelo pagamento integral do piso nacional está marcada para o dia 17 de maio.
Outros sindicatos protestam na Redenção
De acordo com o diretor de Imprensa e Divulgação do Sindicato do Servidores da Justiça do Estado (Sindjus/RS), Luiz Mendes, além de marcar a data, a atividade integrou a ações relativas a campanha salarial dos servidores do judiciário. “A nossa intenção foi mostrar a população as condições atuais do trabalhadores. A nossa campanha não trata apenas de salário, mas também das condições de trabalho e da valorização dos servidores”, explicou.
Entre as principais reivindicações da categoria estão: preenchimento dos cargos vagos, fim da nomeação de CCs, regulamentação dos plantões, redução da jornada de trabalho e vale refeição. Segundo ele, existem cerca de 1,6 mil cargos vagos no judiciário gaúcho.
Já o presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público (Simpe/RS), Alberto Ledur, revelou que pelo menos 160 novos cargos de comissão deverão ser abertos no MP. “Se o MP aprovar os projetos que estão na assembleia hoje, haverá um CC para cada dois servidores. Isso é um processo de precarização profunda das condições de trabalho no MP, e de atendimento a população”, observou.
O evento teve a participação também do CSP Conlutas, CUT/RS, Sindicaixa, Sindserf/RS, Sindsepe/RS, Sindiágua/RS, Simpa, Fetrafi/RS, Sindet, Sindppd/RS, Sidimêtro/RS, Ceds, Construção Socialista (CS), Movimento de Luta Socialista MLS), partidos e políticos e a comunidade em geral.
Com informações da repórter Gisiane Santos