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Centrais sindicais pedem melhorias nas condições de trabalho

Ato público ocorreu no Parque da Redenção, em Porto Alegre

Grupo se reuniu no Parque da Redenção para protestar por melhorias nas condições de trabalho
Grupo se reuniu no Parque da Redenção para protestar por melhorias nas condições de trabalho Foto : Paulo Nunes
Para marcar o Dia do Trabalho, diversos grupos sindicais se reuniram para um ato público no Parque Farroupilha, em Porto Alegre, na manhã desta quarta-feira, para pedir melhorias nas condições de trabalho, plano de carreira e valorização profissional. O evento contou também com atividades culturais.

Reunidos em frente ao Monumento do Expedicionário, os sindicalistas distribuiram material informativo. Com a ajuda de um carro som, os manifestantes cobraram melhorias no plano de carreira dos trabalhadores.

A atividade uniu profissionais da educação ligados ao Cpers/Sindicato e representantes sindicais internacionais da Federação Nacional de Professores do Ensino Secundário (Fenapes) e da Associação de Docentes de Encenanza Medio, de Riveira, no Uruguai. “Este foi um ato internacional classista, autônomo e independente, visto que o 1° de Maio virou apenas uma comemoração, com sorteio de carros, apartamentos ou com ações assistencialistas, pago pelos governos. Isso esta errado, o Dia do Trabalhado tem que ser classista, promovido pelos trabalhadores”, destacou a presidente do Cpers, Rejane do Oliveira.

A direção do Cpers terá uma audiência nesta quinta-feira, às 11h, na Casa Civil, parar tratar da recuperação dos dias de aula durante a paralisação de três dias no Estado na semana passada e evitar o corte no ponto dos trabalhadores. Uma assembleia da categoria que deve definir o calendário de mobilização pelo pagamento integral do piso nacional está marcada para o dia 17 de maio.

Outros sindicatos protestam na Redenção

De acordo com o diretor de Imprensa e Divulgação do Sindicato do Servidores da Justiça do Estado (Sindjus/RS), Luiz Mendes, além de marcar a data, a atividade integrou a ações relativas a campanha salarial dos servidores do judiciário. “A nossa intenção foi mostrar a população as condições atuais do trabalhadores. A nossa campanha não trata apenas de salário, mas também das condições de trabalho e da valorização dos servidores”, explicou.

Entre as principais reivindicações da categoria estão: preenchimento dos cargos vagos, fim da nomeação de CCs, regulamentação dos plantões, redução da jornada de trabalho e vale refeição. Segundo ele, existem cerca de 1,6 mil cargos vagos no judiciário gaúcho.

Já o presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público (Simpe/RS), Alberto Ledur, revelou que pelo menos 160 novos cargos de comissão deverão ser abertos no MP. “Se o MP aprovar os projetos que estão na assembleia hoje, haverá um CC para cada dois servidores. Isso é um processo de precarização profunda das condições de trabalho no MP, e de atendimento a população”, observou.

O evento teve a participação também do CSP Conlutas, CUT/RS, Sindicaixa, Sindserf/RS, Sindsepe/RS, Sindiágua/RS, Simpa, Fetrafi/RS, Sindet, Sindppd/RS, Sidimêtro/RS, Ceds, Construção Socialista (CS), Movimento de Luta Socialista MLS), partidos e políticos e a comunidade em geral.

Com informações da repórter Gisiane Santos

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