Na expectativa de poder resolver um problema com a senha do seu cartão, o jovem Idirceu Morel se surpreendeu em saber que a agência do Banrisul, na Avenida Borges de Medeiros, onde esperava pelo atendimento, iria abrir uma hora mais cedo que as demais instituições. “Eu me sinto até meio humilhado de ter de esperar pela abertura de um banco apenas depois do meio-dia, uma vez que sabem que isso não apenas prejudica o cliente, como também quem vai ter um trabalho ainda maior por conta disso, mas que bom que este banco, pelo menos, decidiu abrir um pouco mais cedo”, sustentou. Ao seu lado, Marcelo comentava a decisão acertada. “Tenho de começar a trabalhar ao meio-dia, e essa decisão de abrir às 11h, foi importante para que possa resolver as coisas antes”, enfatizou.
No comércio, a manhã também foi sonolenta. Na avenida Azenha, um dos principais locais de compras em lojas de rua da Capital, eram poucos os clientes dispostos a entrar, e menos ainda, a comprar. Na porta de uma loja de confecções e roupas infantis, a vendedora Ágata Nunes, confirmava o pequeno fluxo de clientes. “Muito pouca gente passou por aqui, a maioria das lojas está somente com os vendedores, mas esperamos que na parte da tarde seja melhor o movimento”, afirmou. A aposentada Eulália Borges era uma das que aproveitou a manhã para ir às compras. “Sabia que hoje era um dia com menos gente nas lojas, e aproveitei para vir acertar o crediário e olhar algumas coisinhas”, disse ela.
Enquanto a vida voltava ao normal na cidade, uma multidão ainda tomava a freeway, retornando das praias. Ao meio-dia, um contingente de 65 carros por minuto passava pelo pedágio de Santo Antônio da Patrulha, no sentido Litoral-Capital.