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Centro de Porto Alegre é palco de novo protesto a favor de árvores do Gasômetro

Grupo questiona necessidade de derrubar vegetação para duplicar a Beira-Rio

Grupo questiona necessidade de derrubar vegetação para duplicar a Beira-Rio
Grupo questiona necessidade de derrubar vegetação para duplicar a Beira-Rio Foto : Fabiano do Amaral
As ruas centrais de Porto Alegre foram palco, mais uma vez nesta segunda-feira, de manifestação contra o corte de árvores no entorno da Usina do Gasômetro. O protesto começou em frente à prefeitura de Porto Alegre citando a defesa de 101 árvores, já que 14 foram cortadas no dia 6 de fevereiro para a duplicação da avenida Beira-Rio.

“Em 2010 o prefeito sancionou lei aprovada pela Câmara de Vereadores que prevê as avenidas, mas subterrâneas, antes da Usina do Gasômetro até o Cais Mauá. Por quê ele silencia sobre isso, foge da discussão e quer eliminar árvores e um espaço de convivência?”, cobrou Cesar Cardia, integrante da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan).

Apesar de o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) ter autorizado o corte de árvores para a duplicação da avenida, grupo acampado no Parque da Harmonia promete se acorrentar às árvores para evitar a derrubada. Por outro lado, existem pessoas que veem a situação como progresso da cidade, que precisa melhorar o trânsito na região central.

O corte de árvores foi autorizado no dia último dia 17. Por três votos a zero, os desembargadores liberaram a retirada de cerca de 100 árvores na avenida Edvaldo Pereira Paiva. A decisão foi tomada pelo relator Carlos Eduardo Duro, pela presidente da Câmara, Maria Isabel Souza, e pelo desembargador Eduardo Kraemer.


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