Na Praça da Alfândega, um dos locais mais movimentados da cidade, e em outras vias da área central, o período da manhã foi "atípica" em função da paralisação dos caminhoneiros. Na rua dos Andradas, alguns restaurantes amanheceram fechados em razão da falta de clientes. Nas avenidas Mauá e Júlio de Castilhos, onde as garagens estão sempre lotadas, sobrou vagas de estacionamento.
A diminuição na circulação de carros na cidade é decorrente da falta de combustíveis ocasionado pela paralisação dos caminhoneiros. Uma funcionária de uma loja de calçados, na rua dos Andradas, informou que desde quinta-feira percebeu uma diminuição na circulação de clientes. "Só está vindo ao Centro quem precisa trabalhar ou que tenha algum compromisso que não possa adiar", avaliou a funcionária que abriu a loja às 9h.
Situação de emergência
O prefeito Nelson Marchezan Júnior decretou situação de emergência em Porto Alegre em razão do desabastecimento ocasionado pela paralisação nacional dos caminhoneiros e que já afeta a prestação de alguns serviços na cidade. A medida também foi publicada em edição extra do Diário Oficial.
O objetivo é o de otimizar os recursos existentes e direcioná-los às áreas essenciais (saúde, segurança, transporte público e saneamento básico), concentrando esforços para garantir a continuidade da prestação dos serviços públicos prioritários.
De acordo com o decreto 19.999/2018, o município deve priorizar o abastecimento de combustível para transportes essenciais, como ambulâncias, transporte público e recolhimento de resíduos sólidos. Mesmo com a proposta do governo federal para o encerramento da paralisação, a estimativa é de que ainda se leve até três dias para normalização do abastecimento na Capital.
Serviços básicos
A Prefeitura de Porto Alegre informou que o Gabinete de Crise está reunido permanentemente para garantir os serviços básicos durante a crise que provoca o desabastecimento de combustível na cidade.
“É possível compreender as causas das manifestações, mas o movimento está provocando prejuízos para diferentes setores da economia e para o cidadão. A administração municipal entende ser importante que todos, principalmente as lideranças da sociedade, compreendam que o momento é de equilíbrio, e que atos extremos e a continuidade das manifestações prejudicam, ainda mais, a população”, assinalou Marchezan Júnior.
O Sindilojas Porto Alegre informou que está monitorando a greve dos caminhoneiros, que acontece em todo o Brasil, e os reflexos do movimento no Rio Grande do Sul.