Geral

Centro de Porto Alegre tem movimento reduzido por causa da greve

Comércio abriu normalmente, mas não teve muitos clientes nos estabelecimentos

Porto Alegre teve movimento baixo nesta sexta-feira por causa da greve
Porto Alegre teve movimento baixo nesta sexta-feira por causa da greve Foto : Alina Souza
O movimento no Centro de Porto Alegre na manhã de hoje em nada lembrava uma sexta-feira. Nas ruas dos Andradas, Doutor Flores e Vigário José Inácio e nas avenidas Salgado Filho e Borges de Medeiros, mesmo com a abertura dos estabelecimentos comerciais (lojas de calçados, livrarias, farmácias e lancherias), os clientes não apareceram como em outros dias.



Na Praça da Alfândega, um dos locais mais movimentados da cidade, e em outras vias da área central, o período da manhã foi "atípica" em função da paralisação dos caminhoneiros. Na rua dos Andradas, alguns restaurantes amanheceram fechados em razão da falta de clientes. Nas avenidas Mauá e Júlio de Castilhos, onde as garagens estão sempre lotadas, sobrou vagas de estacionamento.

A diminuição na circulação de carros na cidade é decorrente da falta de combustíveis ocasionado pela paralisação dos caminhoneiros. Uma funcionária de uma loja de calçados, na rua dos Andradas, informou que desde quinta-feira percebeu uma diminuição na circulação de clientes. "Só está vindo ao Centro quem precisa trabalhar ou que tenha algum compromisso que não possa adiar", avaliou a funcionária que abriu a loja às 9h.

Situação de emergência

O prefeito Nelson Marchezan Júnior decretou situação de emergência em Porto Alegre em razão do desabastecimento ocasionado pela paralisação nacional dos caminhoneiros e que já afeta a prestação de alguns serviços na cidade. A medida também foi publicada em edição extra do Diário Oficial.

O objetivo é o de otimizar os recursos existentes e direcioná-los às áreas essenciais (saúde, segurança, transporte público e saneamento básico), concentrando esforços para garantir a continuidade da prestação dos serviços públicos prioritários.

De acordo com o decreto 19.999/2018, o município deve priorizar o abastecimento de combustível para transportes essenciais, como ambulâncias, transporte público e recolhimento de resíduos sólidos. Mesmo com a proposta do governo federal para o encerramento da paralisação, a estimativa é de que ainda se leve até três dias para normalização do abastecimento na Capital.

Serviços básicos

A Prefeitura de Porto Alegre informou que o Gabinete de Crise está reunido permanentemente para garantir os serviços básicos durante a crise que provoca o desabastecimento de combustível na cidade.

“É possível compreender as causas das manifestações, mas o movimento está provocando prejuízos para diferentes setores da economia e para o cidadão. A administração municipal entende ser importante que todos, principalmente as lideranças da sociedade, compreendam que o momento é de equilíbrio, e que atos extremos e a continuidade das manifestações prejudicam, ainda mais, a população”, assinalou Marchezan Júnior.

O Sindilojas Porto Alegre informou que está monitorando a greve dos caminhoneiros, que acontece em todo o Brasil, e os reflexos do movimento no Rio Grande do Sul.