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Centro de reabilitação devolve animais tratados ao mar no Cassino

Seis tartarugas, um filhote de lobo-marinho e uma ave oceânica retornaram ao habitat

Centro de reabilitação devolve animais tratados ao mar no Cassino
Centro de reabilitação devolve animais tratados ao mar no Cassino Foto : Fábio Dutra / Especial CP
A beira da Praia do Cassino foi espaço, mais uma vez, para uma ação em prol do meio ambiente, na última quinta. Técnicos do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), do Museu Oceanográfico da Furg, liberaram, à tarde, a 8 quilômetros do monumento à Iemanjá, em direção a um navio encalhado, seis tartarugas, um filhote de lobo-marinho e uma ave oceânica - uma pardela-preta. São todos bichos tratados no Cram e já reabilitados.

Das seis tartarugas marinhas reintroduzidas no mar, cinco são da espécie verde e uma da cabeçuda. As primeiras chegaram ao Centro na segunda quinzena de maio debilitadas devido à ingestão de lixo. A cabeçuda, um animal subadulto, apresentava fraturas no casco, provavelmente por choque com alguma embarcação. Ao ser liberada pesava 54 quilos. Conforme o veterinário Rodolfo Pinho da Silva, do Cram, esta última teve o casco reconstituído.

Das 32 tartarugas que se encontravam no Centro na quinta-feira da semana passada, estas são as primeiras com tratamento concluído e recuperadas. Outras sete morreram e 19 continuam recebendo cuidados e em processo de recuperação. O filhote de lobo-marinho, com idade entre 6 e 8 meses, estava havia um mês no Cram, onde chegou com ferimento em uma nadadeira e magro. A pardela-preta, uma ave oceânica das ilhas subantárticas que usa a costa do Rio Grande do Sul para se alimentar, foi levada para tratamento no Centro por ter sido encontrada desidratada e debilitada.

Para a recondução ao mar, a equipe técnica colocou os animais em caixas apropriadas e os transportou até a beira da Praia do Cassino. Lá, levou primeiro para a água as tartarugas verdes. Enquanto isso, a cabeçuda, já fora da caixa, começou a deslocar-se em direção ao mar. Ela andou parte do caminho sozinha. Depois, os técnicos a pegaram e a carregaram para a água, agilizando o acesso ao habitat.

Tão logo foi liberada, a pardela-preta saiu voando sobre o mar. Já o filhote de lobo-marinho se dirigiu para a água e ficou um bom tempo brincando na parte rasa, se mostrando satisfeito com o retorno ao seu ambiente. O veterinário Pedro Bruno, também do Cram, disse que a liberação é a parte mais gratificante do trabalho no Cram, ou seja, ver, depois de um tempo em tratamento, os animais recuperados e de volta à natureza.

Antes da recondução ao mar, as tartarugas foram anilhadas e o lobo-marinho recebeu um brinco. Os objetos têm a identificação e os dados da passagem desses animais pelo Centro de Recuperação, para, caso sejam novamente encontrados, possibilitar aos técnicos ampliar os conhecimentos sobre as características e o deslocamentos deles.

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