O Centro Municipal de Zoonoses de Porto Alegre, pertencente à Brigada Militar, está superlotado e não recebe cães ferozes, como pitbull, rottweiller ou mesmo animais de raça indefinida. "O centro não está mais recebendo cachorros por causa da superlotação do canil. (...) No ano passado, uma lei proibiu a gente de fazer eutanásia", informa uma atendente.
A lei a qual a ela se refere é de autoria do deputado Carlos Gomes (PPS) e entrou em vigor em 30 de junho. Se acionado, o Corpo de Bombeiros tenta conseguir algum sítio ou canil para levar o animal, mas não há garantias.
A Vigilância Ambiental Estadual está organizando um grupo de estudos para tentar reverter a situação, que se repete em outros municípios gaúchos. A coordenadora do órgão, Laura Cruz, explica que os canis do Centro de Zoonoses devem receber cães doentes para a adoção.
"O objetivo desse canil não é receber cachorros errantes e sim os que possam transmitir doenças, mas eles acabam ficando lá. A única forma de realocar esses animais é através da adoção", explica.
Uma das medidas que devem ser analisadas é obrigar as pessoas que compram cães ferozes a educarem e continuarem com os animais depois que deixam de ser filhotes.
Centro de Zoonoses está superlotado e não recebe cães ferozes
Vigilância Ambiental do Estado analisa alternativas