Em Porto Alegre, a situação atinge 160 moradores da zona Norte. A Vila Asa Branca, no bairro Sarandi, que há dois meses foi atingida pelo estouro do dique, ficou novamente quase embaixo d’água. A Defesa Civil do município concentrou esforços na localidade, auxiliando na remoção de famílias. Algumas foram encaminhadas à Paróquia Santa Catarina, localizada nas proximidades. A maioria deixou as casas sem conseguir salvar praticamente nada. Enquanto isso, outras famílias, mesmo com os conselhos dos bombeiros, não queriam deixar as suas residências.
Paraíso do Sul, no Centro do Estado, registra 150 desalojados. Na Capital, a situação atinge 80 moradores da zona Norte. Em Dom Pedrito, a Defesa Civil soma 50 desalojados. Outros 32 moradores saíram de casa em Esteio, na região Metropolitana.
Pouco antes das 8h o arroio Sarandi transbordou no cruzamento da avenida Sarandi com a Assis Brasil. Rapidamente a água fez com que a rua desaparecesse, transformando num rio formado pela mistura de barro e lixo. Além de invadir quintais de casas e a entrada de empresas, a correnteza da água quase provocou a morte de uma motorista. A pedido da Defesa Civil, a CEEE desligou a luz de cerca de 900 clientes nos bairros Sarandi e Nova Brasília por questões de segurança.
O Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) considerou a zona Norte a situação mais grave de Porto Alegre após a chuva. “Foi a área mais afetada, porque a chuva não deu trégua. Há dois meses fizemos a dragagem de todo o Arroio Sarandi. Mesmo assim, o excesso de lixo que estava ali estrangulou o arroio”, disse o diretor do DEP, Tarso Boelter.
Trânsito e estações de trem fechadas
O trânsito na Capital ficou caótico nesta manhã. Diversas ruas e avenidas apresentaram acúmulo de água sobre a pista ou ficaram completamente alagadas. De acordo com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, o trecho mais prejudicado foi na avenida Sertório, nas esquinas com Souza Reis e Ceará, na zona Norte.
Em razão dos alagamentos, três estações da Trensurb foram fechadas por causa dos alagamentos. Os tens voltaram a funcionar depois de cerca de seis horas.
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*Com informações da repórter Camila Kila