Geral

Cerca de 19,2 mil pessoas tiveram de deixar as casas no RS

Defesa Civil recebeu 21 Notificações Preliminares de Desastre por conta dos temporais

Cerca de 19,2 mil pessoas tiveram de deixar as casas no RS
Cerca de 19,2 mil pessoas tiveram de deixar as casas no RS Foto : Vinícius Roratto
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul contabiliza os estragos provocados pelos efeitos do ciclone extratropical que se formou no Rio da Prata nesta quarta-feira. Após a forte de chuva de terça, as rajadas, que superaram os 100km/h, deixaram um rastro de destruição no Estado. Nove decretos de situação de emergência foram recebidos e 21 Notificações Preliminares de Desastre (NoPreds) em razão dos temporais e chuvas de granizo dos últimos dias. No total são 103,9 mil pessoas atingidas. Cerca de 19,2 mil tiveram de deixar suas casas: são 8,5 mil desalojados, 9 mil desabrigados e 1,7 mil deslocados (que estão em ginásios ou abrigos).

Diversos municípios tiveram casas destelhadas, árvores e postes arrancados. Famílias precisaram sair de suas residências e procurar abrigo em moradias de parentes e amigos. Milhares ficaram sem energia elétrica. Depois da chuva veio o vendaval: o maior registro de vento provocado pelo ciclone extratropical foi na cidade de Rio Grande. Conforme a MetSul Meteorologia, o município registrou uma rajada de 120,7 km/h às 20h desta quarta-feira.

Os municípios que encaminharam decretos foram Bozano, Palmeira dos Missões, Porto Lucena, Porto Xavier, Santo Cristo, Viamão, Panambi, Santo Augusto e Boa Vista do Cadeado. As NoPreds foram recebidas de Alegria, Cerro Grande do Sul, Constantina, Colorado, Giruá, Itapuca, Não-Me-Toque, Porto Vera Cruz, Santa Rosa, Sarandi, Arvorezinha, Sertão Santana, São Jerônimo, Sentinela do Sul, Soledade, Inhacorá, Mormaço, Tapera, Ibirubá, Cândido Godói e Novo Xingu. Prefeitos de outras três cidades informaram já ter decretado situação de emergência – Cachoeirinha, Ernestina e Espumoso -, mas os documentos ainda não chegaram à Capital.

O NoPred antecede o decreto oficial de situação de emergência. A partir disso, o órgão pode conceder ajuda humanitária aos municípios. “No primeiro momento, vamos ajudar as famílias atingidas com a distribuição de telhas e cestas básicas”, detalha o tenente-coronel Paulo Locatelli, da Defesa Civil.

Segundo ele, o fenômeno atingiu com mais intensidade a região Noroeste. Uma equipe da Defesa Civil vai analisar de perto os estragos provocados nas cidades afetadas. “Nós sabíamos que teríamos esse fenômeno e avisamos as unidades de Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e prefeituras para que se preparassem para isso. Ainda durante a madrugada, enviamos lonas para amenizar os problemas”, completa Locatelli.

Em Porto Lucena, no Noroeste, houve queda de granizo, que danificou cerca de 2,5 mil casas, incluindo a sede da prefeitura. mesma região, em Santo Cristo, chegou a 2 mil o número de residências afetadas. As aulas no município foram canceladas e só devem ser retomadas na segunda-feira. O governador Tarso Genro deve ir até a região na sexta-feira para verificar os estragos e as ações de recuperação.

Ainda no Noroeste, pelo menos 200 casas foram atingidas pelo vento e granizo em Santa Rosa. A Defesa Civil já distribuiu 12 mil metros de lona aos moradores. Em Ernestina, mais de 200 casas foram destelhadas, grandes árvores foram arrancadas e mais de 40 postes de luz caíram nas ruas. O reservatório de água do município caiu de uma altura de 30 metros, por isso a população está sem o serviço. A luz foi cortada e a telefonia não está funcionando. O posto de saúde municipal também está interditado, porque foi completamente destelhado.



Bookmark and Share