Cerca de 100 toneladas de parafina – material altamente inflamável – estavam no galpão. A matéria-prima para as velas derreteu em contato com o fogo e a água e escorreu para a rua. “Descia como lava de vulcão com labaredas altas. Foi horrível”, contou a moradora das imediações Marinês Lysakowski, 47 anos.
O produto seguiu para a parte de baixo da rua, onde moram pelo menos 15 famílias. A maioria das pessoas não tinha como sair das residências. “Quando eu percebi, só eu e o meu marido estávamos do lado de fora da casa. Minhã mãe, meu neto, minha filha e meu cachorrinho estavam lá dentro”, completou Marinês. O material correu para o arroio São Joaquim, que desagua no Rio dos Sinos. A Fepam foi informada do ocorrido e deve inspecionar a área para analisar se há risco ambiental.
As chamas ficaram muito perto das residências da região e chegaram a atingir um muro e dois postes de energia. A luz precisou ser cortada no local, porque havia possibilidade de as labaredas atingirem os fios da rede elétrica e 87 clientes da cidade ficaram sem energia.
Trinta homens trabalharam na ocorrência e levaram cerca de uma hora e meia para controlar o incêndio. Seis caminhões do Corpo de Bombeiros foram utilizados e 50 mil litros de água. Guarnições de São Leopoldo, Esteio e Novo Hamburgo auxiliaram a corporação do município. O coordenador dos bombeiros de São Leopoldo, Márcio Paz, disse que há suspeita de que o fogo tenha começado em um caldeirão da fábrica. O local passará por perícia.