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Cerca de 65 mil pontos seguem sem luz devido a temporais no RS

Ventos fortes e chuva causaram danos na rede elétrica, derrubaram árvores e destelharam casas

Quedas de árvores causaram prejuízos em Porto Alegre
Quedas de árvores causaram prejuízos em Porto Alegre Foto : Mauro Schaefer
Cerca de 65 mil locais ainda estavam sem luz no Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira. Vento forte e temporais foram registrados desde as primeiras horas da manhã e causaram danos à rede elétrica, principalmente nas regiões Central, Fronteira, Metropolitana e dos Vales. No fim da tarde, o número chegou a 99,2 mil.

Na área de concessão da AES Sul, há cerca de 40 mil clientes com o serviço interrompido. Os afetados se encontram no Centro, Fronteira, Grande Porto Alegre e Vales. Já  nos pontos sob responsabilidade da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), há 15 mil consumidores sem o serviço, principalmente na Capital. A CEEE informou que trabalha nos locais, mas que não há previsão de normalizar o sistema. A Rio Grande Energia (RGE) registra 10 mil clientes atingidos em Gravataí, Cachoeirinha, Palmeira das Missões, São Valentim e Faxinalzinho além de pontos isolados nas regiões de Cruz Alta e Boa Vista do Cadeado.

Devido ao mau tempo em Porto Alegre, o Salgado Filho foi fechado para pousos nesta quinta-feira por meia hora. O aeroporto reabriu por volta das 16h30min e opera por instrumentos. Durante o fechamento, três aviões precisaram ficar sobrevoando a cidade antes de pousarem.

A força do vento também prejudicou o trânsito na Capital. Conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a queda de um poste na rua Cecílio Monza com a Santa Rita deixou a via bloqueada. Além disso, há semáforos desligados por falta de energia na avenida Independência com a Ramiro Barcelos, na Praia de Belas (do shopping até a Padre Cacique) e longo da avenida Goethe e em algumas ruas do bairro Moinhos de Vento.

Queda de árvores e destelhamento em Bagé

Em Bagé, na região Sul, as fortes rajadas de vento provocaram a queda de árvores, placas de publicidades, além de deixarem casas e escolas destelhadas. O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, situado no Centro, teve parte do telhado do ginásio arrancado. Na fronteira Oeste, as rajadas chegaram a 74,8Km/h, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).


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