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Cerca de 75% dos jovens de 18 a 24 anos estão fora das universidades

Segundo estudo, jovens costumam terminar o ensino médio após a idade esperada

Apenas 14,4% da população de 18 a 24 anos – faixa etária esperada para o ingresso na educação superior – estavam matriculados em universidades, em 2009, segundo análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo foi realizado a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

De acordo com a pesquisa, o fato se deve “aos entraves observados no fluxo escolar do ensino fundamental e médio, que têm elevada taxa de evasão e baixa taxa média esperada de conclusão”. Isso significa que o estudante termina o ensino médio após a idade esperada – 17 anos – e ingressa na universidade com atraso. Considerando a taxa de frequência bruta, 30,3% dos jovens de 18 a 24 anos estavam estudando em 2009.

O acesso é diferente em cada região. Enquanto no Sul 19,2% dos jovens na faixa etária analisada frequentavam o ensino superior em 2009, no Nordeste o índice era inferior a 10%. Entre os jovens de 18 a 24 anos da zona rural, apenas 4,3% tinham acesso a cursos superiores, contra 18,2% da população que vive na cidade. Também há desigualdade no acesso entre negros (8,3%) e brancos (21,3%).

Menos de 20% das crianças até 3 anos têm acesso a creches no País

Em 2009, 18,4% da população até 3 anos estavam na escola, segundo análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo avalia que o percentual é baixo, já que o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2000, previa que essa taxa chegasse a 30% em 2006. O crescimento entre 1995 e 2009 foi de 0,81 ponto percentual ao ano – era de 7,6% e chegou a 18,4%. O acesso também varia de acordo com a cor do aluno, o local onde ele vive e a renda da família.

O número de crianças ricas matriculadas em creches é três vezes maior do que o verificado entre as mais pobres. Entre os 20% com menor renda, apenas 11,8% das crianças até 3 anos estavam matriculadas em 2009. Essa taxa supera os 34% entre os 20% com maior renda. Na zona urbana, o acesso à creche é o triplo do verificado na rural – 24,1% contra 8,2%. Também há desigualdade entre negros e brancos, embora em menor grau – a diferença em 2009 era de 3,3 pontos percentuais entre os dois grupos. Leia mais aqui.

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