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Cerimônia relembra confronto que marcou participação do Brasil na 2º Guerra Mundial

Evento comemorou o 73º aniversário da Tomada de Monte Castelo

Cerimônia relembra confronto que marcou participação do Brasil na 2º Guerra Mundial
Cerimônia relembra confronto que marcou participação do Brasil na 2º Guerra Mundial Foto : Alina Souza
Honrar aqueles que serviram o País na mais célebre e histórica batalha na qual as Forças Armadas brasileiras participaram. Com esse espírito, anualmente, o Comando Militar do Sul (CMS) celebra a Tomada de Monte Castelo, confronto na Itália que marcou a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e também os seus desfechos.

Como ocorre tradicionalmente, o 73º aniversário do episódio, realizado na manhã desta quarta-feira, em Porto Alegre, homenageou os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) ainda vivos. “É gratificante, só que é impossível esquecer os que ficaram em Monte Castelo”, comentou o ex-sargento de artilharia Elmo Diniz. Lúcido, aos 96 anos ele recorda claramente os momentos da tomada que definiria o futuro da guerra. Para o veterano militar, o mais difícil de tudo foi a subida da montanha, já que as tropas do exército alemão haviam espalhado bem as suas trincheiras.

“Achei a cerimônia muito gratificante, porque fui homenageado e condecorado”, disse Lot Eugênio Coser, de 94 anos. Ele, que era cabo chefe de peça de metralhadora .30 do 3º Batalhão do 6º Regimento de Infantaria (RI), participou dos ataques frustrados a Monte Castelo e lembra de ter perdido companheiros. Na manhã de hoje, ele recebeu a Medalha da Vitória, que reconhece a atuação do País em defesa da liberdade e da paz mundial.




Para o general de Brigada do Comando Militar do Sul, Miriano Eder, a Tomada de Monte Castelo é o evento mais emblemático das Forças Armadas brasileiras. De acordo com ele, a cerimônia anual é uma forma de homenagear os hoje senhores que, quando tinham aproximadamente 20 anos, arriscaram a vida pelo Brasil.

O general também falou sobre a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro e disse que, até o momento, não foi solicitado nenhum reforço de tropas do Comando Militar do Sul. “Se o Exército entender que devemos mandar tropas, como já ocorreu anteriormente, nós mandaremos”, afirmou.

Como no ano passado, a cerimônia ocorreu no 3º Batalhão de Polícia do Exército (Batalhão Brigadeiro Jerônimo Coelho). Houve execução da Canção ao Expedicionário e o desfile motorizado dos Pracinhas pelo local.