Cettraliq entrega defesa e pede renovação de alvarás

Cettraliq entrega defesa e pede renovação de alvarás

Empresa suspensa por atuação à beira do Guaíba entrega defesa e pede renovação de alvarás<br />

Bibiana Borba / Rádio Guaíba

Empresa é alvo de investigação por suspeita de relação com alterações na água do Guaíba

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A empresa Cettraliq, que é alvo de órgãos estaduais e municipais pela emissão de odores, apresentou nesta segunda-feira sua defesa à Prefeitura para tentar regularizar as licenças de funcionamento. A central de tratamento de resíduos industriais, localizada à beira do Guaíba, pondera que não tinha conhecimento de irregularidades no alvará de localização, renovado em 2007, até ser notificada pelo município no mês passado.

Um dos argumentos é que a Secretaria Municipal da Fazenda seguia autorizando a emissão de notas fiscais e recolhendo impostos da empresa. A Cettraliq também garante possuir habite-se e apresentou recurso à Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb), ainda na sexta-feira, negando a necessidade de novos projetos para renová-lo.

Quanto à suspensão das atividades pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a empresa reforça ter convicção de que não é responsável pelo gosto e cheiro desagradáveis na água. A Cettraliq ainda atribuiu a punição a um desencontro de informações no órgão estadual, já que garante que vinha cumprindo um cronograma para atender demandas solicitadas. Um grupo de trabalho, formado por técnicos locais, de São Paulo e de fora do País, trabalha na elaboração de uma nova proposta para tentar reverter a medida.

A Fepam deu prazo até o final desta semana para que a Cettraliq atenda metas para reduzir a emissão de odores produzidos pelo tratamento de efluentes de indústrias. Durante a suspensão, o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) foi acionado para limpar redes de drenagem na região. Nenhum exame técnico comprovou, até agora, a origem das alterações na água das torneiras em Porto Alegre, percebida desde o início de maio.

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