Geral

Chefe da Casa Militar vai pedir aposentadoria e deixar o cargo

Órgão também deve perder acesso ao Sistema de Consultas Integradas da Segurança Pública

O secretário estadual da Transparência e da Probidade Administrativa confirmou, nesta tarde, que o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Marco Antônio Quevedo, vai pedir aposentadoria e deixar o órgão. Em entrevista ao programa Balanço da Tarde, Francisco Luçardo explicou que as ações passarão a se restringir à segurança da governadora Yeda Crusius e da família dela, e à logística operacional para que o trabalho seja bem exercido.

O secretário acrescentou que a Defesa Civil vai se fortalecer e passar a compor o gabinete da governadora. Segundo Luçardo, o governo não vê necessidade do uso do Sistema de Consultas Integradas da Segurança Pública pela Casa Militar. Apesar disso, o sistema deve seguir sendo usado pela Brigada Militar.

No início da tarde, Yeda designou uma comissão para operar a reestruturação. O grupo é formado pelo próprio Luçardo; pela secretária-geral de governo, Ana Pellini; pelo chefe da Casa Civil, Bercílio Silva; pelo comandante-Geral da Brigada Militar, João Carlos Trindade, e pelo chefe de gabinete da governadora, Tiago Lorenzon.

A Casa Militar do governo do Estado se tornou pivô de um escândalo político em pleno período de campanha depois que o Ministério Pùblico apurou que um sargento lotado no órgão acessou mais de 95 mil vezes os dados do Sistema de Consultas Integradas da Segurança Pública, por motivos ainda não esclarecidos.

Bookmark and Share