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Chega à Fepam projeto da segunda Ponte do Guaíba

Expectativa é de que análise técnica do órgão ambiental dure, no mínimo, três meses

Nova ponte do Guaíba pode receber fluxo de 50 mil veículos por dia
Nova ponte do Guaíba pode receber fluxo de 50 mil veículos por dia Foto : Divulgação / Dnit
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) recebeu, no fim da tarde desta sexta-feira, da construtora Queiroz Galvão, os estudos e projetos para a construção da segunda ponte do Guaíba, aguardados desde abril. A análise técnica do material deve durar, no mínimo, três meses. Só depois é que deve ser emitida a licença de instalação, que permite o início das obras, a serem custeadas pelo governo federal.

O projeto pré-aprovado pela Fepam serviu de base para os estudos sobre a obra. A opção deve agilizar a liberação da licença de instalação. A Fundação já analisou um projeto entregue em 2010 pela Concepa e concedeu a licença prévia. A titularidade dessa licença também já foi transferida, da concessionária, para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O criação e análise do estudo feito pela Concepa demorou um ano e quatro meses, à época.

A construção da segunda ponte do Guaíba depende também do reassentamento de 850 famílias de moradores das ilhas e das vilas Areia e Tio Zeca atingidas pelo projeto. O contrato foi assinado em 31 de março, em Brasília. A expectativa é de que a ponte seja entregue no segundo semestre de 2017.

Saiba mais sobre o projeto

Orçada em R$ 649,6 milhões, a ponte vai ligar Porto Alegre ao Sul do Estado, passando pela llha do Pavão até a Ilha Grande dos Marinheiros. Além disso, vai conectar rodovias de integração nacional e servir para desafogar o tráfego na única ponte que hoje garante a travessia do Guaíba. A expectativa é de que 50 mil veículos utilizem diariamente a ponte nova.

De acordo com o projeto apresentado pelo Dnit em novembro de 2013, a estrutura vai começar na rua Dona Teodora, no bairro Humaitá, entre a ponte atual e a BR 448, a Rodovia do Parque. No local, serão erguidas as alças que passarão por cima da BR 290, a FreeWay. Dali, a ponte passa pelo Canal do Furadinho, seguindo até o Saco do Cabral, passando sob a Ilha do Pavão. Só depois desse percurso, entra na Ilha Grande dos Marinheiros, interligando-se à atual ponte, em direção a Guaíba.

A passagem vai ter 1,9 quilômetros de extensão, em um total de 7,3 quilômetros, considerando acessos e elevadas. Em cada sentido, serão duas faixas de trânsito de 3,6m, além de refúgios central e lateral de, no mínimo, 1,20m, e acostamento de, no mínimo, 3m de largura. A obra vai utilizar um total de 170 metros cúbicos de concreto e consumir 17,6 mil toneladas de aço. A previsão é de contratação de 1,1 mil operários.

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