Pelo menos 15 mil terneiros deixarão de nascer em Pinheiro Machado por causa da debilidade das fêmeas. A falta de reposição no rebanho bovino de 110 mil cabeças, estimada pela Inspetoria Veterinária, é um dos fatores que mais preocupa os pecuaristas. "A situação é crítica. Contabilizamos redução de 60% na emissão de guias para a venda de bovinos", disse o prefeito, Luiz Fernando Leivas, que estima prejuízo de R$ 10 milhões.
Já Piratini deve ter prejuízo de pelo menos R$ 15 milhões. Segundo o vice-prefeito, Vitor Rodrigues, a falta de pastagens e a perda de peso do gado são responsáveis por perdas que chegam a R$ 10 milhões. "O gado de corte apresenta perda de pelo menos 50% do peso e a produção de leite caiu em 40%."
Na terça-feira, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Elton Weber, reuniu-se com o secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Ivar Pavan, para solicitar prorrogação de pagamentos ou isenção no programa Troca-Troca de milho e forrageiras e o deslocamento de máquinas para transporte de água e perfuração de poços. "Precisamos conhecer a extensão dos prejuízos e ver as melhores soluções", pontuou Pavan.
A Defesa Civil reconhece como em situação de emergência devido à estiagem os municípios de Candiota, Pedras Altas, Hulha Negra, Cerrito, Santana do Livramento, Lavras do Sul, Pedro Osório, Bagé, Piratini, Pinheiro Machado e Herval, que ontem também decretou emergência por granizo, como Jaguarão. Além dessas cidades, Aceguá e Dom Pedrito enviaram Notificação Preliminar de Desastre.