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Chega a 178 número de cidades em situação de emergência

Quantidade de desabrigados e desalojados caiu, mas pode aumentar com novos temporais nos próximos dias

Três de Maio foi uma das cidades mais atingidas pelos temporais nos meses de novembro e dezembro
Três de Maio foi uma das cidades mais atingidas pelos temporais nos meses de novembro e dezembro Foto : Antônio Paz/Palácio Piratini
Nesta quinta-feira, mais três municípios decretaram situação de emergência: Rolante, no Vale do Paranhana, Pejuçara, no Planalto Médio, e Mata, na região Central. Agora são 178 cidades que pediram socorro à Defesa Civil do Estado. Aos poucos, sem as chuvas, a quantidade de pessoas fora de casa vai diminuindo. Nesta tarde, de acordo com levantamento da Defesa Civil, o Rio Grande do Sul ainda havia 3.811 desabrigados e 6.322 desalojados. Mas o número pode voltar a crescer nos próximos dias.

A previsão do tempo para a sexta-feira e para o fim de semana não é nada boa. Há risco de chuvas intensas, temporais e até granizo na metade oeste. No sábado, a maior preocupação é com um ciclone extratropical.

Em rezão dos frequentes temporais, a Defesa Civil do Estado, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e a Secretaria Nacional da Defesa Civil, anunciou nesta quinta a criação do Centro Universitário de Pesquisas sobre Desastres do RS (Ceped/RS). O órgão irá funcionar junto à Ufrgs e fomentará ações preventivas aos efeitos dos desastres ambientais.

De acordo com o chefe da Casa Militar e coordenador estadual da Defesa Civil do RS, João Batista Gil, serão realizados estudos e desenvolvidas pesquisas que norteiem a melhor forma de prevenção dos efeitos climáticos no RS. "Os municípios terão acesso a estudos e trabalhos de pesquisa que evitem desastres como enchentes e vendavais no Estado", explicou.