O Cpers/ Sindicato não havia recebido, até o meio da manhã desta quarta-feira, nenhuma proposta do Executivo para encerrar o movimento. A categoria reivindica o pagamento do Piso Nacional e o abandono do plano de reestruturação do Ensino Médio gaúcho.
Apesar do pedido da entidade, o governo segue com a proposta de mudança do ensino. Ontem foi realizado um seminário, na Capital, sobre o assunto. “Não vamos permitir que a educação pública se torne um mecanismo para atender às necessidades do capital”, disse a presidente do Cpers, Rejane do Oliveira. Segundo ela, a reestruturação seria uma forma de criar “mão-de-bra barata” para atender o mercado. A sindicalista lembrou que a entidade também é contrária ao projeto de alteração do plano de carreira dos professores. “Nós somos contra essa reforma, porque joga sobre os ombros dos trabalhadores os problemas da educação.”
Às 14h o comando de greve do Cpers deve realizar reunião na sede da entidade em Porto Alegre. A previsão é de que, até as 16h, o sindicato divulgue balanço da adesão dos professores. O encontro também tem o objetivo de organizar assembleia marcada para quinta-feira, em frente ao Palácio Piratini.