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Cheia do rio dos Sinos deixa em alerta população ribeirinha

Moradores da Praia de Paquetá, na zona rural de Canoas, preparam os caíques para enfrentar nova enchente

Moradores preparam os caíques para enfrentar nova enchente
Moradores preparam os caíques para enfrentar nova enchente Foto : Antônio Sobral
A elevação do nível do rio dos Sinos deixa em alerta os moradores da Praia de Paquetá, no bairro Mato Grande, na zona rural de Canoas. Muitos pescadores já preparam os caíques para enfrentar nova enchente. A água já encobria o único acesso ao local, impedindo a passagem de automóveis. “Está subindo rapidamente. Às 8h eu cruzei pelo trecho a pé e, agora, duas horas depois, a água tomou conta”, relatou o motorista Eli Conceição, 52. O coordenador da Defesa Civil, Mauro Guedes, mantém monitoramento frequente na região. “O rio está 1,4 metro acima do leito normal”, disse.

As 59 famílias que vivem na Praia de Paquetá foram orientadas a abandonar as moradias. No entanto, como a água ainda está nos terrenos, a maioria optou por permanecer no local. Guedes afirmou que 300 pessoas vivem às margens do rio dos Sinos, naquela região da cidade, entre elas 80 estudantes. “Estamos preparados para intervir e, se necessário, removê-los”, frisou. Guedes afirmou que os moradores que possuem barcos foram aconselhados a navegar na direção de áreas secas, caso a água invada as casas. Os demais devem recorrer às carroças para tentar escapar.

O pescador Paulo Evanir Corrêa, 47, está se preparando para uma nova cheia. Embora resida em uma casa de palafita, parte do terreno está submersa, incluindo o galinheiro. “Tive soltar as galinhas e os galos para que não fossem arrastados pela correnteza”, explicou. Corrêa não costuma abandonar a residência durante as enchentes, mas desta vez teme que a água custe a baixar tendo em vista a instabilidade climática que atinge o Rio Grande do Sul.

O nível do rio subiu 65 centímetros em 24 horas, atingindo a marca de 5,1 metros em Taquara. Já em Novo Hamburgo, duas casas devem foram interditadas quinta-feira após deslizamento no Loteamento Kephas, na rua da Participação, bairro São José. Os imóveis estão localizados ao lado do local onde houve um desmoronamento. O coordenador da Defesa Civil, Claudinei Moiano, revelou que galhos e barro ficaram espalhados sobre a via.

Os entulhos, porém, não serão removidos para evitar que novos deslizamentos ocorram. Na cidade, o rio estava 6,43 metros acima do leito. Moiano disse que a situação ficará preocupante se a marca atingir 6,70 metros. Em menos de 24 horas, o nível do rio dos Sinos elevou-se em 16 centímetros.