• Atingidos por cheias são mais de 17 mil
“Estamos colocando bombas para ‘puxar’ a água. Temos barcos dos Bombeiros para resgatar as pessoas”, relatou o secretário de Trabalho e Assistência Social, Airton Alminhana. “Para solucionar o problema é preciso a construção de um dique no arroio”, explicou. Segundo ele, a obra custaria R$ 250 milhões e a prefeitura estaria tratando dos recursos com o Ministério das Cidades.
“Independentemente do partido no governo é sempre a mesma coisa quando chove”, disse a funcionária pública Leila Pesente, 46 anos, que mora há 39 anos no bairro. “Minha casa encheu porque o esgoto começou a ‘jogar’ água para fora. Na casa da minha mãe, a água está na cintura”, contou Roselaine Pinheiro, 41 anos, dona de casa.
Eldorado do Sul
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Eldorado do Sul, Raul Ferreira, o rio Jacuí estacionou às 16h40min dessa quarta e baixou de ontem para hoje 6cm. “No ginásio da cidade ainda há 60 pessoas, mas à medida que o nível do rio baixa, elas vão voltando para casa”, explicou Ferreira.
Os bairros mais atingidos são Cidade Verde, Itaí e Vila da Paz. Parte da casa da doméstica Maria de Fátima Duarte, 56 anos, que mora na rua Eloí Sales Rodrigues, alagou. “Fui para casa de uma amiga, mas meu marido ficou para não deixar a casa sozinha”, contou.
A auxiliar de produção Miriam Araújo, 27 anos, usava um macacão para conseguir sair de casa. “Moramos em três na minha casa, que está com 20cm de água. Não tem como ficar ninguém lá dentro. Erguemos os móveis e estamos na casa de parentes”, relatou.
Ilha Grande dos Marinheiros
Quarenta famílias foram retiradas do Beco 18 na Ilha Grande dos Marinheiros, em Porto Alegre, e estão abrigadas em um colégio. Nessa manhã, o carpinteiro Acemar Garcia dos Santos, 38 anos, colocava gasolina na bicicleta com motor, amarrada com corrente para não ser levada pelas águas do rio Jacuí. “Minha casa está seca, mas as crianças estão no colégio, porque não tem acesso à residência. Esta enchente não deu grande. Há três anos a cheia foi maior e atingiu até a estrada (BR 290)”, contou.
O pedreiro João Barcelos dos Santos, 30 anos, relatou que na casa dele a água atingiu 20cm de altura e tem pilares de 1,5m “Esta região já foi aterrada várias vezes, mas ainda alaga”, afirmou.