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Cheias em Santa Catarina causam desmoronamentos

Em Florianópolis, barranco caiu sobre casa e deixou uma pessoa ferida<br />

A cidade catarinense que apresenta mais problemas em função da enxurrada dessa terça-feira é Florianópolis, onde choveu 122 mm, segundo a MetSul Meteorologia. Conforme a Defesa Civil, uma casa foi soterrada por um barranco e um morador conseguiu se salvar a tempo, mas outro ficou preso nos escombros e precisou ser retirado pelas equipes de resgate. Ele sofreu ferimentos leves.

A SC 446 está bloqueada entre Criciúma e Forquilhinha por causa do acúmulo de água na pista. Na SC 438, houve queda de barreira entre o km 204 e o km 205. A rodovia está em meia-pista. Desmoronamentos foram registrados também nas regiões de Tapera, Carvoeira, Vila Aparecida, Santa Mônica, Rio Tavares e Caieira dos Sacos dos Limões. Ainda não há informações precisas de quantas pessoas estão desabrigadas.

No total, 12 municípios foram atingidos. A cidade de Sombrio registrou alagamentos em diversas ruas da área urbana. Araranguá e Nova Veneza tiveram alagamentos. Em Palhoça, sete bairros ficaram embaixo d'água. Em Siderópolis, residências ficaram completamente cobertas pela água.

A cidade de Arroio do Silva teve as ruas do Centro inundadas com até um metro de água e estradas foram danificadas. O comércio local também foi atingido. Tubarão registrou alagamentos de ruas, principalmente do Centro. Já a cidade de Maracajá também teve ruas com acúmulo de água devido a problemas de drenagem. Na região, 60 pessoas estão desalojadas. Em Santo Amaro da Imperatriz, uma ponte foi destruída na localidade de Barra do Bom Jesus. Cerca de 50 famílias estão isoladas, segundo informações do município.

A chuva nas cidades de Criciúma e Urussanga ultrapassou o maior índice medido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para um mês de janeiro em 24 horas. O recorde havia ocorrido em 1924. Nas últimas horas, choveu nos dois municípios 171 mm. Para todo o mês, o esperado era de 200 mm. Em Criciúma, há pacientes presos na Osteoclínica devido à inundação. Na cidade, há 80 desabrigados e 120 desalojados em consequência do aumento dos níveis dos rios, em especial do Mainá. Na noite de terça-feira, carros boiavam na rua Henrique Lages, no Centro da cidade, por exemplo.

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