O número de pessoas que precisou ir para um abrigo montado pela Prefeitura de Porto Alegre subiu para 98, neste sábado. Vinte e oito famílias estão no Colégio Alvarenga Peixoto, na Ilha Grande dos Marinheiros. Já o número de moradores que estão em residências de conhecidos ainda não foi contabilizado pela Defesa Civil municipal.
Na Ilha das Flores, seis famílias optaram por montar barracas em uma área seca, perto de casa, para evitar saques durante a enchente. Já na Ilha da Pintada, não há registro de desalojados até o momento. Na noite deste sábado, o nível do Guaíba marcava 2,43 metros no Cais Mauá.
Já em outras regiões, com a volta do tempo firme no Rio Grande do Sul depois de uma semana, alguns municípios estão conseguindo retomar a normalidade. Conforme o boletim divulgado na tarde deste sábado pela Defesa Civil Estadual, 10 cidades estão com a situação estabilizada. No entanto, 163 municípios continuam enfrentando problemas em decorrência do mau tempo que atingiu o Estado.
O número de pessoas fora de casa diminuiu para 11.580. Em Nonoai e Sarandi, os moradores conseguiram retornar para suas residências hoje. Já o número de cidades em situação de emergência permanece em 95. Pela manhã, entraram para a lista de decretações Redentora, Pinheiro do Vale, Constantina, Não-Me-Toque e Áurea.
Durante o dia, o governador em exercício, José Paulo Cairoli, e o subchefe da Defesa Civil estadual, tenente-coronel Jarbas de Avila, sobrevoaram São Sebastião do Caí, no Vale do Caí, e São Jerônimo, na região Carbonífera. Amanhã, Cairoli viaja à Fronteira Oeste para visitar as cidades de São Borja, Itaqui e Uruguaiana, as mais atingidas no estado com as cheias do Rio Uruguai. A região também será sobrevoada pelo governo na segunda-feira, junto com os ministros da Integração Nacional, Helder Barbalho, e do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.
Cheias obrigam 98 pessoas da região das Ilhas a irem para abrigos
São 28 famílias no Colégio Alvarenga Peixoto, localizado na Ilha Grande dos Marinheiros