De acordo com Noshiri, a decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de mandar parar a perfuração no local está de acordo com o que a empresa já havia definido. Ontem, a ANP determinou a suspensão de todas as atividades de perfuração da Chevron no Brasil. O executivo não falou sobre a possibilidade de a Chevron ser proibida definitivamente de atuar no país.
Auditoria internacional
A Chevron será obrigada a contratar uma auditoria internacional para verificar a capacidade da empresa de responder a desastres ambientais. O secretário do Ambiente do Rio, Carlos Minc, disse que a companhia será notificada amanhã sobre a exigência, prevista na legislação estadual.
"É uma auditoria feita por uma empresa de altíssimo nível de padrão internacional, dentro de um grupo elencado pela secretaria, pago pela Chevron, em valor que pode chegar a cinco milhões de dólares. Essa auditoria vai determinar a capacidade de operar e de pronta resposta aos desastres ambientais", explicou Minc, em audiência pública sobre o vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos.
Minc disse que auditorias semelhantes já foram feitas por grandes empresas que operam no estado do Rio. "A da Companhia Siderúrgica Nacional gerou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de R$ 340 milhões. A da Refinaria Duque de Caxias gerou um TAC de R$ 1,08 bilhão, assinado um mês atrás".
