Chile alcança novo recorde de mortes diárias por coronavírus
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Chile alcança novo recorde de mortes diárias por coronavírus

País registrou 49 óbitos diários nas últimas 24 horas

Por
AFP

Santiago registrou longas filas com pessoas que buscavam receber seu seguro-desemprego


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O Chile registrou, nesta quinta-feira, um novo recorde de mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, com 49 óbitos, totalizando 890 e 86.943 casos desde o primeiro doente registrado no último 3 de março.

O país enfrenta semanas críticas que afetam a capacidade dos serviços de saúde, especialmente em Santiago, onde vivem sete dos 18 milhões de habitantes do país e onde uma quarentena obrigatória está em vigor há duas semanas, que as autoridades decidiram prorrogar por mais uma semana.

Nesta quinta, o ministro da Saúde, Jaime Mañalich, alertou que essa medida poderá ser prolongada de forma indefinida caso a população não respeite as regras de distanciamento social. "O monitoramento das medidas restritivas da quarentena não está sendo satisfatório na Região Metropolitana", alertou o ministro, ao divulgar o relatório diário.

No centro de Santiago, longas filas podiam ser vistas em um dos escritórios responsáveis por administrar o auxílio do governo à população, com pessoas que buscavam receber seu seguro-desemprego.

Na sexta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgará a taxa de desemprego no último trimestre (fevereiro-abril), um número que as autoridades supõem que ultrapassará um milhão, com uma taxa superior a 10%.

"Se eles tivessem feito um plano melhor, as pessoas não estariam se expondo. No fundo, elas estão expondo a vida quando estão na fila", reclamou à AFP Claudia Rivera, 38 anos, que perdeu o emprego de assistente de dentista em decorrência do novo coronavírus.

"Não deveríamos estar amontoados aqui. Todas as instituições estão desorganizadas, como os bancos, que não estão funcionando bem", disse Mariano González, transportador, que também esperava sua vez em uma grande fila do lado de fora de um banco.


No Chile, Santiago é o foco da pandemia, com 80% dos casos. Na cidade, com bairros superlotados, a ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI) é superior a 90%. Muitos pacientes foram transferidos para hospitais de outras regiões durante essa semana. De acordo com o último relatório oficial, a nível nacional, a ocupação de leitos de UTI chega a 86%.