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Chip em cães não avança no Estado

Valor dos dispositivos seria barreira para a aplicação da lei

Nova lei que prevê chip em cães não avança no Rio Grande do Sul
Nova lei que prevê chip em cães não avança no Rio Grande do Sul Foto : Pedro Revillion
Após um ano, a lei que obriga a identificação eletrônica dos cães comercializados no Estado ainda não está sendo cumprida. A avaliação foi feita pelo seu autor, o deputado estadual Carlos Gomes (PRB). Para ele, a principal barreira é o valor dos dispositivos que permitem a colocação do chip. "A implantação da lei tornou-se difícil, já que as prefeituras e as clínicas particulares precisam adquirir esses componentes eletrônicos", analisa.

Apesar dos resultados pouco significativos, Gomes diz que a lei conseguiu vitórias importantes, como o debate sobre a posse responsável. "É preciso mudar a lógica de que se é fácil adotar, é simples também abandonar", ressalta.

Conforme a lei, os animais antes de serem comercializados precisam receber um microchip, no qual deve haver informações sobre as características do animal, como cor, raça e data de nascimento. O componente eletrônico deve ainda informar sobre o proprietário e a caderneta de controle de vacinas.

De acordo com o coordenador substituto da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, José Carlos Sangiovanni, desde março de 2009, quando começou a ser realizada a implantação dos chips, 735 cães receberam o componente.