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Chuva de janeiro já supera a média histórica do mês em Porto Alegre

Precipitação no Vale do Sinos ultrapassou os 200 mm na primeira quinzena

Chuva causou estragos até sábado em Porto Alegre
Chuva causou estragos até sábado em Porto Alegre Foto : Mauro Schaefer
Dados da meteorologia dão esperança a um Estado assolado pela estiagem. A chuva deste mês de janeiro já está até 32% acima da média histórica em Porto Alegre, segundo a MetSul. Conforme os dados da estação do Instituto Nacional de Meteorologia do Jardim Botânico, na zona Leste da Capital, a precipitação desde o dia 1º já alcança 132 milímetros, quando a média histórica (1961-1990) para o primeiro mês do ano na cidade é de 100,1 milímetros.

A maior parte do volume se deu nos últimos três dias. Foram registrados acumulados em 24 horas (entre 10h do dia anterior e 10h do dia seguinte) de 29,8 milímetros entre quinta e sexta-feira, 39,3 milímetros entre sexta e o sábado e outros 40,9 milímetros entre ontem e hoje. Nas 72 horas entre 10h de quinta-feira e 10h de hoje a precipitação na estação da Aeronáutica no Aeroporto Salgado Filho acusou 94 milímetros.

De acordo com o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, da MetSul, acumulados ainda maiores foram registrados em alguns pontos da região Metropolitana nestes primeiros 15 dias do mês. Em Campo Bom, a precipitação desde o dia 1º até este domingo já atinge 220,9 milímetros, muito acima da média histórica dos últimos 27 anos em janeiro, de 142,8 milímetros. Entre quinta-feira à noite e a manhã deste domingo, Campo Bom teve 89 milímetros.

“Não será nenhuma surpresa se Porto Alegre fechar janeiro em alguns bairros com 200 milímetros e Campo Bom com até 300 milímetros”, arrisca dizer Nachtigall. São volumes descritos pelo especialista como “sensacionais” para esta época do ano, especialmente considerando a condição de La Niña no Oceano Pacífico que torna a chuva irregular no Estado.

“Já trabalhávamos com a idéia de que a chuva poderia aumentar na região de Porto Alegre e em outras áreas do Estado no mês de janeiro a partir de padrões históricos das últimas décadas estudados pela MetSul”, explica o meteorologista.

No Correio do Povo de 9 de dezembro, a MetSul projetava que parte do Rio Grande do Sul deveria ter recuperação do déficit hídrico em meados de janeiro, e na coluna Tempo e Clima de 22 de dezembro, também no Correio do povo, os meteorologistas da empresa mostraram em gráfico como a chuva aumenta historicamente na Grande Porto Alegre em anos em que a estiagem começa muito cedo.

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