A maior parte do volume se deu nos últimos três dias. Foram registrados acumulados em 24 horas (entre 10h do dia anterior e 10h do dia seguinte) de 29,8 milímetros entre quinta e sexta-feira, 39,3 milímetros entre sexta e o sábado e outros 40,9 milímetros entre ontem e hoje. Nas 72 horas entre 10h de quinta-feira e 10h de hoje a precipitação na estação da Aeronáutica no Aeroporto Salgado Filho acusou 94 milímetros.
De acordo com o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, da MetSul, acumulados ainda maiores foram registrados em alguns pontos da região Metropolitana nestes primeiros 15 dias do mês. Em Campo Bom, a precipitação desde o dia 1º até este domingo já atinge 220,9 milímetros, muito acima da média histórica dos últimos 27 anos em janeiro, de 142,8 milímetros. Entre quinta-feira à noite e a manhã deste domingo, Campo Bom teve 89 milímetros.
“Não será nenhuma surpresa se Porto Alegre fechar janeiro em alguns bairros com 200 milímetros e Campo Bom com até 300 milímetros”, arrisca dizer Nachtigall. São volumes descritos pelo especialista como “sensacionais” para esta época do ano, especialmente considerando a condição de La Niña no Oceano Pacífico que torna a chuva irregular no Estado.
“Já trabalhávamos com a idéia de que a chuva poderia aumentar na região de Porto Alegre e em outras áreas do Estado no mês de janeiro a partir de padrões históricos das últimas décadas estudados pela MetSul”, explica o meteorologista.
No Correio do Povo de 9 de dezembro, a MetSul projetava que parte do Rio Grande do Sul deveria ter recuperação do déficit hídrico em meados de janeiro, e na coluna Tempo e Clima de 22 de dezembro, também no Correio do povo, os meteorologistas da empresa mostraram em gráfico como a chuva aumenta historicamente na Grande Porto Alegre em anos em que a estiagem começa muito cedo.