O balanço divulgado nesta segunda-feira pela Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe) aponta que o número de pessoas desabrigadas e desalojadas no estado por causa das chuvas dos últimos dias subiu para 38.360 pessoas. A destruição chega a 1.449 quilômetros de estradas, 69 pontes e 6.407 casas, em 49 municípios pernambucanos. Doze é o número oficial de mortes - oito delas no Recife. Não há registro de desaparecidos.
"Uma verdadeira tragédia", definiu o governador Eduardo Campos (PSB) ao se referir aos estragos causados pelas chuvas, antes de embarcar para Brasília, onde foi buscar ajuda do presidente Lula. Segundo classificação da Defesa Civil, desabrigados são pessoas que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos, e desalojados, aquelas que podem contar com ajuda de vizinhos e familiares.
Do total de municípios pernambucanos afetados, 10 estão em situação de calamidade pública. Outros 13 estão em estado de emergência. Em Barreiros, na Zona da Mata Sul, mesmo com a trégua das chuvas, as águas ainda não baixaram totalmente e muitos moradores se estavam em cima dos telhados. A cidade estava sem energia elétrica e sem comunicação telefônica.
Palmares, também na Zona da Mata - que será visitada nesta terça pela candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff - estava sem acesso. Duas pontes caíram e a BR-101 foi interditada próxima ao município. Casas desabaram e as chuvas provocaram uma cratera em frente à igreja matriz da cidade, onde um caminhão foi totalmente coberto.
Estão em situação de calamidade pública, além de Palmares e Barreiros, os municípios de Água Preta, Cortês, Jaqueira, São Benedito do Sul, Vitória de Santo Antão (todos na Zona da Mata). Na região do Agreste, as cidades em calamidade pública são as de Bom Conselho, Barra de Guabiraba e Correntes.
Chuva em Pernambuco deixa mais de 38 mil fora de casa
Governador definiu situação como "uma verdadeira tragédia"