Geral

Chuva forte atrapalha remoção de famílias em São Leopoldo

Em Esteio e Sapucaia do Sul, Defesa Civil monitora níveis de arroio

A chuva desta quinta-feira no Vale do Sinos prejudica o trabalho da Defesa Civil de convencer 12 famílias a deixarem as suas residências no Beco do Deco, no bairro Santo André, em São Leopoldo. As casas foram inundadas durante as chuvas do último domingo, que chegaram a 129 milímetros, 10% de tudo o que deveria chover no ano. As moradias tiveram danos estruturais sérios e não podem mais ser habitadas. O problema, segundo o coordenador da Defesa Civil da cidade, Olger Peres, é que os moradores não querem deixar seus pertences, com medo de saques. Os que estão aceitando, são levados para um salão comunitário e para um CTG. O mau tempo desta quinta-feira fez com que subisse o nível do arroio Cruzê, justamente o que atingiu as moradias. No entanto, ele não chegou a transbordar. Neste momento, a chuva é fraca e não propõe mais riscos.

São Leopoldo é uma das cinco cidades gaúchas em situação de emergência por causa da chuva. Estão na lista também Sapucaia do Sul, Esteio, Cachoeirinha e Áurea. As localidades de Gaurama, Viadutos, Gravataí e Santo Antônio da Patrulha enviaram Notificação Preliminar de Desastre (NOPRED) à Defesa Civil Estadual.

Em Sapucaia do Sul, o arroio José Joaquim, que cruza a cidade, está cheio, mas não chegou a alagar as casas. Estão sendo distribuídos colchões e kits de limpeza e higiene, bem como cestas básicas para as 200 famílias que perderam seus pertences com a chuva. Quatro famílias tiveram as casas completamente destruídas por deslizamentos de terra e estão abrigadas na escola Alfredo Juliano. A cidade liberou emergencialmente R$ 1,75 milhão para cobrir as primeiras despesas no amparo às vítimas.

Em Esteio, a chuva de hoje deixa os arroios Esteio e Sapucaia no limite para o transbordamento, mas não chegou a atingir residências. Há duas famílias alojadas em um abrigo público no bairro Três Marias, e outras quatro em casas de parentes. A Defesa Civil da cidade está monitorando o nível do Rio dos Sinos. Se chover nas cabeceiras e aumentar a quantidade de água, os arroios podem represar e provocar novas inundações.



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