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Chuva forte voltará a atingir o Estado nesta quarta-feira

Nesta terça, temporal causou estragos, congestionamentos e falta de luz na Capital

Sol apareceu forte no céu de Porto Alegre minutos depois do término do temporal
Sol apareceu forte no céu de Porto Alegre minutos depois do término do temporal Foto : Cristiano Estrela / CP
A quarta-feira pode ter novamente pancadas de chuva localizadas, com risco de precipitação forte a intensa em pontos isolados da Metade Leste. O sol aparece na maioria das regiões do Estado, mas, ao longo do dia, a nebulosidade aumenta e a instabilidade também. Mesmo com a chuva, o ar deve continuar quente e úmido.

Em Porto Alegre, os termômetros devem registrar entre 21ºC e 30ºC; em Passo Fundo, no Norte, entre 19ºC e 27ºC; em Cruz Alta, no Noroeste, entre 18ºC e 29ºC; em Santa Maria, no Centro, entre 20ºC e 29ºC.Na fronteira Oeste, Uruguaiana pode ter temperaturas entre 20ºC e 31ºC. Já no Litoral Norte do Estado, Torres pode ter entre 21ºC e 28ºC, enquanto Caxias, na Serra, entre 18ºC e 26ºC e Chuí, no Sul, entre 19ºC e 24ºC.

Dia foi de transtornos na Capital

Nesta terça-feira, uma chuva torrencial atingiu Porto Alegre durante cerca de uma hora. Na zona Leste da cidade, foram 50 mm de precipitação das 14h30min às 15h30min - sendo que a média histórica do mês de janeiro é de 100mm. A tempestade causou inúmeros transtornos no trânsito e no abastecimento de luz.

Segundo a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), 4,5 mil clientes dos bairros Mont' Serrat, Bela Vista, Auxiliadora e Menino Deus ficaram sem luz. A situação só foi totalmente restabelecida às 20h.

Causas parecidas com as do temporal de São Paulo

Chuva torrencial se abateu sobre parte da cidade de São Paulo e pontos da região metropolitana e interior entre a noite de segunda e a madrugada desta terça. Em alguns bairros da capital paulista choveu mais de 100 milímetros. Desabamentos causaram a morte de 12 pessoas.

Os volumes variaram muito dentro da capital paulista. Na Vila Galvão choveu 120 milímetros, enquanto no Campo Limpo a precipitação ficou em 30 milímetros. O mesmo ocorreu em Porto Alegre. No Menino Deus, choveu em menos de uma hora 47 milímetros, metade da média do mês, mas Belém Novo teve só 10 milímetros. Fator crucial para que o Arroio Dilúvio transbordasse, fato raro, foi o alto volume em curto período que concentrou-se justamente na sua bacia.

As precipitações atingiram fortemente três dos principais trechos viários da Capital: Ipiranga, Protásio Alves e Bento Gonçalves. Em comum também entre os aguaceiros de São Paulo e Porto Alegre está a causa: alta umidade e ar quente, que, combinados, deram origem a nuvens carregadas com enormes volumes de chuva localizados.


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