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Chuva mantém órgãos e moradores de áreas de risco em alerta em Porto Alegre

Defesa Civil atendeu a duas ocorrências e quatro pessoas foram encaminhadas para a casa de parentes

Defesa Civil atendeu a duas ocorrências e quatro pessoas encaminhadas para a casa de parentes
Defesa Civil atendeu a duas ocorrências e quatro pessoas encaminhadas para a casa de parentes Foto : Tarsila Pereira
A chuva constante mantém órgãos e moradores de áreas de risco em alerta em Porto Alegre. Nesta quinta, alagamentos foram registrados em regiões críticas, onde sempre há acúmulo de água em razão das fortes chuvas, como nas avenidas Sertório, A. J. Renner e Ernesto Neugebauer, além das ruas Voluntários da Pátria e Dona Teodora. Essa região da zona Norte exigiu mais atenção dos condutores de veículos pelo grande volume de água.

“O Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) registrou um alagamento maior na Sertório, mas que foi tranquilo, pois não houve falta de luz o que ajuda no funcionamento das Casas de Bombas”, informou o DEP por meio de nota. As 19 casas de bomba funcionaram normalmente e trabalharam na drenagem da cidade.

Nas ilhas, há pontos de alagamento nas ruas, mas os moradores não precisaram deixar suas residências. No entanto, há sempre o receio de que a água do Guaíba atinja as casas. A Defesa Civil atendeu a duas ocorrências durante a noite de quarta-feira. Quatro pessoas foram encaminhadas para a casa de parentes, depois que um barranco desmoronou e atingiu a residência, localizada na Vila Graciliano Ramos, no Jardim Cascata. O outro caso foi a queda de um muro, na obra de uma residência na rua Artigas, bairro Petrópolis. O responsável técnico foi acionado e vai trabalhar na contenção da área. Ninguém ficou ferido.

Durante a manhã, não foram registradas ocorrências de quedas de galhos e árvores ou semáforos com problemas de energia. Com a chuva, que atinge a cidade desde a noite da última terça-feira, os acumulados quase alcançam o dobro previsto para o mês. Em julho, a média histórica da Capital é de 121,7mm, e no Jardim Leopoldina já foram registrados 239,1mm, o que representa 96% acima da média. Os maiores volumes foram nas zonas Leste e Sul da cidade, com 83,2mm no Jardim Botânico, 77,1mm no Lami e 75mm no Belém Velho. Na Protásio Alves foram 74mm, 72mm na Serraria, 71,7mm na Lomba do Pinheiro, 71mm no Partenon, 69mm no Centro, 68,5mm no Menino Deus, 68mm na Agronomia, 66mm na Hípica e 65mm no Navegantes.

Cheias

Os departamentos de Defesa Civil das cidades da Região Metropolitana estão monitorando o aumento dos níveis dos rios e arroios. De acordo com a Defesa Civil de Cachoeirinha, o Rio Gravataí estava, na manhã de ontem, com 4,4 metros, 2,64 metros acima do nível normal. No entanto, para o mesmo setor do município de Gravataí, a partir de 5 metros há uma preocupação maior e pode gerar a retirada de famílias de suas casas. Em 24 horas, houve a precipitação de 70 mm, sendo 15 mm apenas na madrugada dessa quinta-feira.

Em Cachoeirinha, o Arroio Sapucaia, no bairro Meu Rincão, transbordou e alagou a estrada do Nazário, que interliga os municípios de Cachoeirinha, Esteio e Canoas. A comunidade do bairro Olaria também é frequentemente afetada quando chove. Nesta manhã de ontem, parte da rua estava de baixo da água, e, para caminhar, os moradores usam botas de chuva que ficam tapadas até a metade.

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