Na Ilha da Pintada, a rua Nossa Senhora da Boa Viagem - principal foco das cheias - acumulava água apenas em alguns pontos. O alagamento chegava até a calçada e invadia parte do jardim de algumas residências. No local, moradores atravessavam a pé calçando botas de borracha e os carros conseguiam trafegar, mesmo que em ritmo mais lento. Moradora de uma casa na via há três anos, Márcia Oliveira relatou que a via começou a encher por volta das 16h de segunda. Segundo Márcia, o alagamento não chegou a assustar os moradores, que já se acostumaram com os transtornos. “É muito bom morar aqui na Ilha, só tem este problema”, opinou.
Morador do local durante toda a vida, o pescador Sérgio Luiz Maciel, 52 anos, parecia tranquilo com a situação. Ele disse que sua casa, cerca de 1,2 metro mais alta que o nível da rua, só foi atingida durante a enchente de 2015. Pela sua experiência, o pescador acreditava que a água começaria a baixar nos próximos dias. “O nosso único medo aqui é o vento sul”, explicou.
Se este vento se manter constante, a situação de fato não piora explicou o responsável pelo grupo de 1ª abordagem da Defesa Civil de Porto Alegre, Márcio Cardoso, que também disse que a causa das cheias do Guaíba não são as chuvas da Capital, mas as das regiões Norte e Noroeste do Estado, que passam pelo delta do Jacuí. Ainda conforme Cardoso, o cenário nas Ilhas é considerado normal pela entidade, pois só afeta o acesso e não as moradias. A entidade, segundo ele, monitora as localidades constantemente.