A escola fica na Rua do Bom Fim, no bairro Oeste, o mais atingido pelas rajadas de vento e chuva na cidade. Mais de cem casas foram destelhadas e 40 postes foram derrubados na região. A Prefeitura solicitou às secretarias que prestem apoio à comunidade, colocando à disposição ginásios de esportes e escolas às famílias que ficaram desabrigadas.
O Executivo municipal aguarda o número oficial de estragos para decretar calamidade pública. "Vamos pedir ajuda aos governos federal e estadual, e se for necessário iremos assinar um decreto. Não teremos condições de nos reerguer sozinhos”, disse a prefeita Corinha Molling.
Há ocorrências em outros bairros de Sapiranga. Um boliche desabou no Centro da cidade, próximo à ERS-239. De acordo com o coordenador da Defesa Civil da cidade, Leandro da Costa, as vigas de sustentação cederam e uma parede caiu. O sargento Jorge Alex da Silva, do Corpo de Bombeiro da cidade, afirmou que a estrutura da construção não estava em boas condições, e um parecer técnico estrutural deve ser concluído hoje para apontar as causas do acidente.
O funcionário da empresa José Adriano da Silva, teve o carro esmagado e por pouco não se feriu. “Eu saí para almoçar, desci do carro para trancar a porta da empresa e nesse momento caiu a parede. Se estivesse dentro do veículo, teria morrido”, destacou. Os bombeiros realizaram a remoção dos escombros e constataram que ninguém se feriu, já que os funcionários da empresa, ainda estavam no intervalo do almoço.
Ao menos 200 casas foram destelhadas nos bairros Oeste e Amaral Ribeiro. Uma casa pegou fogo devido a queda de um poste que ocasionou em um curto circuito. Ainda na tarde, a Prefeitura iniciou a distribuição de lonas e a remoção de pelo menos 40 árvores e postes. Cerca de 100 famílias foram encaminhadas ao Ginásio Municipal
de Esportes e estão recebendo auxílio da prefeitura, como itens de higiene e alimentação.
Em Novo Hamburgo os prejuízos com o temporal foi para os motoristas. Algumas sinaleiras tiveram queda de luz e ficaram desativadas das 10h até próximo das 15h, nos cruzamentos da área central, nas vias Bento Gonçalves,
Frederico Linck e Nicolau Becker. Além disso, diversas ruas ficaram alagadas. A Avenida Sete de Setembro, acesso principal para quem se descola da BR-116, e que foi recapeada no início do ano, acabou tendo seu fluxo restringido a apenas uma pista, já que o lado direito da via estava completamente submerso. O mesmo ocorreu na rua Vereador Adão Rodrigues de Oliveira, no bairro Ideal.
Em São Leopoldo, a Avenida Dom João Becker, nas proximidades do Centro Administrativo, também apresentava pontos com água acumulada, o que fez com que os motoristas dirigissem mais devagar, causando lentidão na rótula em frente à rodoviária. As avenidas Independência, São Borja e João Corrêa também registraram trânsito lento durante a manhã de ontem devido a chuva, conforme a Guarda Municipal.
Energia elétrica
Cerca de 123 mil clientes seguem sem energia elétrica em função do vendaval que atingiu o Rio Grande do Sul na manhã desta quarta-feira. Na área de concessão da AES Sul, o número de pontos afetados baixou, no início da tarde, de 154 mil para 101 mil.
Em Formigueiro, São Sepé e Caçapava do Sul, 32 mil clientes seguem sem luz. Nessas regiões, porém, as equipes da empresa ainda não encontraram os pontos comprometidos pelo temporal. Os outros clientes afetados residem em Cachoeira do Sul, Sobradinho, Santana da Boa Vista, Dilermando de Aguiar, Itaara, Quevedos, Toropi, Santa Maria, Cacequi, Capão do Cipó, Itacurubi, Manoel Viana, Mata, Nova Esperança do Sul, Itaqui, São Vicente do Sul, Unistalda, Alegrete, Rosário, Santana do Livramento e Uruguaiana.
Segundo a empresa, a AES Sul mobiliza 800 profissionais para atendimento aos clientes atingidos pelo temporal, que prossegue nas regiões onde ocorre a falta de luz. Segundo a companhia, ventos de até 100 km/h atingiram a rede elétrica.
Já na área da Rio Grande Energia há 22 mil clientes atingidos, entre as regiões Metropolitana, Serra, Costa Superior do Nordeste e Vale do Panhana. Equipes da empresa seguem trabalhando nos locais, mas ainda não há previsão para normalização dos serviços.
*Com informações da repórter Stephany Sander