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Chuva segue castigando o RS nesta quarta-feira

Tempo melhora com chegada do frio e mínimas devem ser registradas na próxima noite

Tempo melhora ao londo do dia em Livramento, após alagamentos de terça
Tempo melhora ao londo do dia em Livramento, após alagamentos de terça Foto : Daniel Badra/Especial CP
O Rio Grande do Sul segue enfrentando chuva nesta quarta-feira. A chegada da frente fria, na terça, mantém concentração intensa de nuvens e precipitação na maior parte do Estado. A instabilidade é maior do Centro para o Norte e o Leste, onde chove a qualquer hora do dia e com risco de pancadas fortes a intensas, sobretudo entre a madrugada e de manhã.

Com o avanço de massa de ar mais seco e frio, a chuva tende a parar no decorrer do dia nas áreas afetadas por cheias e inundações do Sudoeste gaúcho e até o sol pode voltar a aparecer. A temperatura entra em declínio no período da noite, quando ocorrem as mínimas e volta a sensação de frio.

As mínimas devem chegar a 9°C, em São José dos Ausentes e Santana do Livramento, por exemplo. As máximas sofrem forte queda em relação ao início da semana e os pontos mais quentes devem ocorrer no Litoral Norte, ao redor de 22°C. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 14°C e 20°C.

A persistência da chuva agravou as enchentes no Sudoeste do Rio Grande do Sul, Oeste e Noroeste do Uruguai, e na província argentina de Entre Rios. Devido à cheia do Rio Quaraí entre Artigas (Uruguai) e Quaraí (RS), alguns locais apenas são acessíveis de barco.

A forte chuva alagou, ainda, cidades a Fronteira Oeste e da Campanha. Em Alegrete, famílias começaram a deixar suas casas nesta tarde devido ao avanço das águas do arroio Restinga, que desemboca no rio Ibirapuitã. Choveu mais de 130 mm na cidade nesta terça-feira e por volta das 15h o rio
estava 7,10 metros acima do nível normal.

Somente nesta terça, a chuva superou 100 mm em pontos do Sudoeste. No interior de Uruguaiana, a chuva deste mês está acima de 400 mm, média da primavera inteira. Maior risco de cheias segue sendo na bacia do Uruguai de Itaqui a Uruguaiana, após a vazão do Ibicuí, assim como na fronteira uruguaia e argentina. Os rios Quaraí e Ibirapuitã podem subir ainda mais.


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