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Chuva volta ao RS nesta sexta, mas não deve agravar cheias

Máximas devem chegar a 19°C

Parte do Rio Grande do Sul terá uma sexta-feira marcada pela instabilidade, resultado de um centro de baixa pressão que atua no Sul do Brasil, mas sem volumes suficientes para agravar a situação nas áreas de cheias. Muitas nuvens cobrem o Estado e chove principalmente nas Metades Norte e Leste. No Sudoeste e no Oeste, o sol aparece com nuvens. Nas demais regiões podem ocorrer aberturas em alguns locais.

Pode chover forte isoladamente em pontos do Leste e do Nordeste do Estado, prevendo-se os maiores volumes entre os Aparados e área de Torres. Vários modelos indicam a formação de bloqueio atmosférico que manteria o tempo seco com ingresso de ar quente e tardes de calor na próxima semana e começo de agosto. Um longo período seco é crucial para a baixa dos rios.

As mínimas são mais amenas que nos últimos dias, com 6°C em São José dos Ausentes e 7°C em Vacaria. As máximas, por sua vez, podem chegar a 19°C em Uruguaiana. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 13°C e 16°C.

O Lago Guaíba enfrenta neste momento uma das maiores cheias da história recente da cidade. Após a enchente de 1941, quando o nível chegou a 4,76 metros no começo de maio daquele ano, o pico de 2,56 metros anotado no começo da madrugada na régua do Cais Mauá foi o terceiro maior em 70 anos, perdendo somente para cheias também históricas de 1967 (2,83 metros) e de 1984 (2,60 metros).

A marca igualou os 2,56 metros também registrados nas cheias de 1965 e 1966. O Guaíba subiu tanto que áreas da Avenida Voluntários da Pátria foram alagadas com a inundação de galerias subterrâneas pelas águas do lago. Assim como em grandes enchentes do passado, o Guaíba alcançou a cidade primeiro pelo esgoto. Em 1965, quando o nível também foi de 2,56 metros, vários locais da Capital ficaram debaixo d’água.