Na manhã desta sexta-feira, um adolescente morreu eletrocutado pela fiação pública ao navegar no Rio Pamplona. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu próximo ao trevo de Laurentino, no acesso da BR 470 a Rio do Sul, no Vale do Itajaí. Um outro adolescente que estava no barco ficou ferido e foi encaminhado ao hospital do município.
A chuva ainda causou diversos danos estruturais: pelo menos 8.454 casas foram danificadas, incluindo 114 construções públicas. Em algumas cidades, como Blumenau e Brusque, o nível do rio subiu mais do que a última grande enchente, ocorrida em 2008.
Blumenau é a cidade com o maior número de pessoas atingidas pelas enchentes – 15 mil estão desalojadas, de um total de 280 mil (93% da população) afetadas de alguma forma. Quatro municípios catarinenses – Brusque, Taió, Lontras e Rio do Sul – decretaram estado de calamidade pública por causa das inundações e dos deslizamentos de terra.
Outras 16 cidades decretaram situação de emergência – Alfredo Wagner, Angelina, Bacaina do Sul, Brusque, Caçador, Correia Pinto, Ituporanga, José Boiteux, Leoberto Leal, Navegantes, Pouso Redondo, Rio das Antas, Rio dos Cedros, São João Batista, Tijucas e Witmarsum. Cinquenta e quatro municípios enviaram a Notificação Preliminar de Desastre (Nopred).
Decretos de emergência e de calamidade pública
A diferença entre estado de calamidade pública e situação de emergência é que, no primeiro caso, devido à ocorrência de desastres considerados de grande porte, o município atingido somente se recuperará por meio da ajuda dos governos estadual e federal e de órgãos externos.
Já a situação de emergência é caracterizada pela ocorrência de desastre de grande porte cuja intensidade não impede que o município atingido resolva a situação com recursos próprios, mas sem abrir mão da necessidade de complementação do governo estadual e federal.
Com informações da Agência Brasil