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Ciclone castiga Santa Catarina e o Litoral Norte gaúcho

Em Florianópolis chuva torrencial e fortes ventos. Em Tramandaí choveu mais de 100mm

Imagem de satelite do começo da madrugada desta quarta-feira mostra o ciclone entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina
Imagem de satelite do começo da madrugada desta quarta-feira mostra o ciclone entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina Foto : Divulgação
A situação dos moradores de Santa Catarina está cada vez mais difícil com a chuva torrencial que cai sem pausa no Estado. Choveu 47 mm entre as 23h e as 24h desta terça-feira, em Florianópolis. Entre meia-noite de ontem e 1h de hoje choveu mais 48 mm. Em 12h a precipitação chega a 181mm. Intensas precipitações castigam nessa madrugada também o Litoral Norte do RS.

Em Tramandaí, entre 23h e meia-noite de ontem a chuva somou 65,6mm. Entre meia-noite e 1h de hoje foram outros 37,8mm. Conforme a MetSul o volume em Tramandaí atingiu a média de todo o mês em apenas duas horas. Os meteorologistas da MetSul explicam que a forte instabilidade é resultado de um ciclone extratropical que está entre o RS e SC.

Na Capital, a chuva torrencial que caiu na noite desta terça-feira cobriu a Avenida Rio Branco, uma das principais da cidade, com nível de água acima dos pneus. Florianópolis também registrou vento com rajadas e ressaca violenta. Os prejuízos devem chegar a R$ 6 milhões, sobretudo em razão da ressaca que atingiu as praias de Armação e Pântano do Sul, no Sul da Ilha.

O mau tempo e os ventos de até 80 km/h também mantêm o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, fechado para pouso e decolagens desde o início da noite. O aeroporto está operando com instrumentos. Até as 23h, oito chegadas já haviam sido canceladas.

As rodovias

De acordo com o boletim da Polícia Rodoviária Federal, liberado às 22h, uma queda de barreira no km 141, em Balneário Camboriú, interditou o acostamento e a pista da direita da BR-101.

Em Palhoça, na Grande Florianópolis, o problema foi a quantidade de água sobre a via. Já na altura de Paulo Lopes, outra queda de barreira, no Sentido Sul-Norte, deixou a rodovia em meia pista. A equipe de manutenção da via segue no local, bem como a PRF, que avalia os riscos de novo deslizamento.

Situação de emergência

O Departamento Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina registrou, em 30 dias, 101 decretos de situação de emergência. Foram 73 casos no mês de abril e 27 em maio, até esta terça-feira.

Conforme o último relatório, a chuva que persiste no Estado vizinho, desde a semana passada, afetou 43 cidades e ainda deixa 3.770 pessoas desalojadas e 415 desabrigadas. Um idoso que desapareceu em Itápolis, no Sul, ainda não foi localizado.

Ao todo, 266 mil pessoas sentiram os efeitos da enxurrada. A chuva desta terça-feira registrou estragos em Florianópolis, em dois pontos, com deslizamento de terra no Morro do 25 e no bairro José Mendes.

De acordo com o boletim do Ciram/Epagri, os totais de chuva em maio já superaram a média climatológica na maior parte das regiões catarinenses. Entre os dias 1º e 18, os totais ficaram em torno de 200 mm no Oeste e bateram os 250 mm no Sul do Estado.