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Ciclone provoca vento de 120,7 km/h no Rio Grande do Sul

Rajada teve força de furacão no sul do estado. Veja as melhores fotos do dia

Árvore caiu na avenida Osvaldo Aranha
Árvore caiu na avenida Osvaldo Aranha Foto : Vinicius Roratto
O maior registro de vento no Rio Grande do Sul provocado pelo ciclone extratropical foi na cidade de Rio Grande. Conforme a MetSul Meteorologia, o município registrou uma rajada de 120,7 km/h às 20h desta quarta-feira. A meteorologista Estael Sias diz que a intensidade é equivalente ao limite inferior da categoria 1 de um furacão.

"A diferença é que o fenômeno se tratou de um ciclone extratropical e em um furacão, o vento de 120 km/h é contínuo, não apenas na rajada", explica Estael. Os estragos causados por vento e chuva obrigaram cerca de 19,2 mil pessoas a deixarem suas casas em todo o Estado.

As rajadas persistem nas próximas horas nas metades Sul e Leste do Estado, mas devem ser mais esporádicas, com tendência de enfraquecimento do vento na quinta-feira. Durante o dia, além de muitos estragos, o vento chegou a virar uma camionete que transportava uma piscina na BR 116. No Uruguai, o vento chegou a 172 km/h em Punta del Este. A capital uruguaia viveu um dia de medo devido ao temporal.

Confira vídeo impressionante feito pela rádio Espectador do Uruguai:





Barra de Rio Grande foi fechada


A terça-feira foi de vento forte e mar agitado no Sul do Estado. Devido a essas condições de vento e ao mar com ondas de dois a três metros de altura, a Barra de Rio Grande foi fechada para a movimentação de navios às 11h e assim permanecia até o final da tarde, pois a ventania se mantinha. Até o início da noite, três navios, atracados em terminais portuários, aguardavam para deixar o porto e outro, fundeado fora da Barra, esperava para entrar.

O forte vento também causou estragos na rede elétrica, principalmente na zona urbana. Conforme o Centro Regional Litoral Sul da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), houve queda de cinco postes, diversos rompimentos de condutores e algumas interferências de vegetais na rede. A maioria dos danos ocorreu na zona urbana, mas também foram registrados problemas nas proximidades das ilhas da Torotama e dos Marinheiros.

Defesa Civil contabiliza estragos

Em diferentes regiões do Estado, municípios tiveram casas destelhadas, árvores e postes arrancados. Famílias precisaram sair de casa e procurar abrigo em moradias de parentes e amigos. A Defesa Civil faz a contagem dos estragos causados pelo mau tempo. Até as 22h, pelo menos 18 cidades gaúchas haviam assinado Notificação Preliminar de Desastre.

• Acompanhe as atualizações do tempo pelo Twitter da MetSul

Com informações da repórter Carmen Ziebell

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