Geral

Cidades da Região Metropolitana ainda sofrem com alagamentos

Em Cachoeirinha, morador improvisou barco para o transporte

Até os animais de estimação tiveram que deixar as casas
Até os animais de estimação tiveram que deixar as casas Foto : Vinícius Roratto
A chuva intensa dos últimos dias agravou os alagamentos nas cidades da região Metropolitana. Cachoeirinha, Gravataí, Canoas e Nova Santa Rita foram alguns dos municípios atingidos. Em Cachoeirinha, famílias da Vila Olaria, junto à freeway, começaram a ser removidas devido ao aumento no nível do rio Gravataí, que passa ao lado da comunidade. A decisão de remoção foi tomada pela Defesa Civil depois que as águas começaram a invadir as casas nessa quinta-feira.

• Veja fotos dos estragos desta sexta-feira
• Veja fotos dos alagamentos da quinta-feira


Pelo menos 38 moradores de Cachoeirinha foram retirados de casa por motivo de segurança. Elas foram encaminhadas um galpão de CTG localizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Carlos Wilkens. No local, os moradores receberam assistência. No final da manhã, as águas do rio Gravataí estavam 2 metros acima do nível normal. A prefeitura manterá o monitoramento nos próximos dias, já que a possibilidade é grande de que o nível suba ainda mais e haja a necessidade de remoção de mais pessoas. As ruas e casas ficaram quase submersas pela água, sendo que o acesso só era permitido por barco. Muitos moradores perderam todos os pertences.


Pelo menos 38 moradores de Cachoeirinha foram retirados de casa | Foto: Vinícius Roratto

Em Gravataí, o alerta ocorreu no final da noite de quinta-feira, quando o rio atingiu 4,6 metros acima do nível do mar. Ao todo, quatro bairros foram afetados (Parque dos Anjos, Itatiaia, Padre Réus e Parque Girassol) prejudicando cerca de 200 pessoas. A situação mais crítica foi a de uma família que precisou ser retirada de casa de barco, já que a água subiu rapidamente. As pessoas afetadas também receberam alimentos e roupas.

Já em Canoas, a cheia do rio dos Sinos inundou a praia do Paquetá. O acesso à comunidade foi interrompido e nem ônibus consegue chegar ao local. Muitos moradores tiveram que seguir a pé ou em carroças dentro d’água. Ao todo, são 59 famílias ilhadas, totalizando cerca de 300 pessoas.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, Mauro Guedes, o rio está 1,6m acima do nível do mar e a expectativa é subir ainda mais nos próximos dois dias. Ele destacou que a rapidez com que a água subiu impressionou. “Normalmente o escoamento ocorre em 24 ou 48 horas. Desta vez foi em menos de 12 horas”, afirmou.

O receio agora, se o nível de água não parar de subir, é com a suspensão do fornecimento de energia elétrica. Guedes explicou que muitas casas têm os medidores em pontos baixos e se a água atingir os equipamentos, há risco de choques elétricos. “Nosso objetivo é evitar mortes e se for necessário solicitaremos o desligamento”, afirmou ele. Outra dificuldade enfrentada pela Defesa Civil, explicou o coordenador, é na remoção das famílias. Existe muita resistência, principalmente pelo medo de roubos ou saques às casas que ficarem vazias.


Bookmark and Share