Geral

Cidades se esforçam para apresentar melhorias em 2015

Capão, Torres, Tramandaí e Cidreiras estão entre os municípios com obras

Prefeitura de Tramandaí faz recapeamento asfáltico
Prefeitura de Tramandaí faz recapeamento asfáltico Foto : André Ávila
Capão melhora coleta de lixo

Uns dos grandes problemas enfrentados pelos moradores durante o veraneio é o aumento da produção de lixo e o descarte no chão das ruas, fora das lixeiras e na areia da praia. Em Capão da Canoa, o morador Cláudio Vitor Silva diz que, mesmo residindo no Centro, ele e os vizinhos fazem a limpeza da rua. Porém, o vice-prefeito Atilar Gilberto Gerstner Filho garante que as equipes, desde maio, estão fazendo trabalhos em dois turnos e que, a partir do início de dezembro, haverá 30% mais colaboradores para a coleta.

Diversas ruas estão com buracos, inclusive a Beira-Mar. De acordo com Gerstner, durante o ano foram feitos investimentos para a mudança do pavimento. No entanto, as chuvas e o solo da região prejudicam a qualidade do asfalto, o que resulta também nos alagamentos. Para isso, foram feitas obras para abrir vias de escoamento que levem a água à lagoa e ao mar.

Torres tem boom imobiliário

A segunda fonte de receita da cidade de Torres é, atualmente, o mercado imobiliário. Por um breve passeio já é possível ver muitos prédios em construção, acompanhados de placas de venda. A movimentação desse setor iniciou mais fortemente em 2005, quando a Justiça permitiu construções maiores desde que tivesse estrutura para sistema de tratamento de esgoto cloacal e controle das ligações clandestinas na rede de esgotos da cidade.

O turismo é a base da economia de Torres. Dessa forma, a cidade tenta perder a característica sazonal, por meio de eventos produzidos durante todo o ano, como o Festival de Balonismo, realizado em abril. “Ainda é nessa época que a cidade, os moradores, comerciantes e empresários se preparam para receber o turista”, conta a secretária do Turismo do município, Vivian Pereira Rocha.

Operação Golfinho terá 1,1 mil salva-vidas

Apenas os salva-vidas estão definidos para o reforço do efetivo durante o verão no Litoral. A Operação Golfinho começa no dia 20 de dezembro e segue até 1º de março, contando com 1.050 oficiais do Corpo de Bombeiros e da Brigada Militar para o serviço de salva-vidas, além de cerca de cem civis. Quanto aos profissionais destinados à segurança nas ruas, ainda não há uma definição do efetivo que irá reforçar o trabalho na região.

Treinamento começou em novembro

O treinamento dos salva-vidas já começou. Cerca de 400 profissionais participam de 20 dias de aulas para revisão das técnicas e retomada do condicionamento físico. Uma nova turma deve iniciar na próxima semana para a preparação de mais profissionais. São tratados temas como abordagem e natação utilitária, além de diversos testes físicos. Os salva-vidas trabalharão por toda a extensão litorânea com cargas de seis a sete horas por dia.

Grande parte dos imóveis está locada

O período de Ano-Novo é a data com o maior número de veranistas. Por isso, grande parte dos imóveis para aluguel em Torres, Capão da Canoa e Tramandaí está locada em contratos de no mínimo dez dias. Em imobiliária de Tramandaí, o valor mínimo da diária é de R$ 70 para um JK, enquanto em Capão da Canoa, um apartamento de um dormitório tem custo de R$ 180 ao dia. Na cidade de Torres, um estabelecimento tem os valores mais altos, na faixa de R$ 1,2 mil para casas com áreas de lazer e piscina.

Entre lucro e desejo de tranqüilidade

O Litoral Norte recebe grande parte da população gaúcha no verão. O maior movimento nas praias é muito esperado por alguns moradores, que lucram com os turistas, e temido por outros, que residem lá pela busca da tranquilidade. As cidades de Torres, Capão da Canoa e Tramandaí têm vida própria durante todo o ano, com toda a estrutura necessária para quem vive os 12 meses lá. Das visitadas, apenas Cidreira tem o visual diferente, apenas com casas.

Assim, o comércio e os serviços esperam ansiosamente por esse período, quando vem a maior renda. Em Capão da Canoa, por exemplo, o vice-prefeito Atilar Gilberto Gerstner Filho estima que a época movimenta cerca de R$ 8 milhões para esses setores nos 11 balneários do município.

Para receber dez vezes mais a sua população, as cidades investiram na revitalização de praças, pavimentos e calçadas. Além disso, melhoraram as entradas para a areia e a iluminação pública nas orlas. Todas pretendem intensificar a coleta de lixo, como é o caso de Tramandaí, que aumenta em cinco vezes o processo. A limpeza da beira-mar também é uma preocupação e esse serviço é realizado nas quatro praias pelas equipes durante a madrugada.

“O que sobra do final de semana é lixo. A segunda-feira é de ressaca na beira. Apenas o que pedimos aos veranistas é respeito às regras e cuidado com a natureza”, destaca a moradora de Tramandaí Aline Hennemann. De acordo com seu companheiro Leandro Arnold, o trânsito muda totalmente durante o veraneio, o que faz eles evitarem o uso do carro.

Quanto a essa questão, as prefeituras buscaram fazer mudanças, como ligação de semáforos e alteração nos sentidos das vias. A Prefeitura de Torres, por exemplo, mexeu no trânsito nas ruas do Centro, na tentativa de fazer um anel viário para aliviar o fluxo nas vias principais, e ruas próximas receberam asfalto. A prefeitura busca recursos federais para arrumar parte do calçadão que está danificada e trazer mais segurança aos pedestres, mas isso não será possível para este veraneio.

Morador de Arroio do Sal, Noemio Bernardi transita pelas grandes praias pela sua atividade profissional. Para ele, há uma preocupação maior com os veranistas do que com os moradores, e o maior problema ainda é o saneamento. “Principalmente nas praias menores, não há estrutura e investimentos nas redes. Também falta iluminação pública no Litoral”, acredita.

Já Ana Cilia, que mora em Torres, acredita que as mudanças na rotina fazem parte de quem escolheu residir na região. “Não posso reclamar, vivo em uma cidade regular, com estrutura em todo o ano.”

Tramandaí já tem mais movimento

A cidade de Tramandaí, de 50 mil habitantes, já está recebendo os veranistas. “O movimento está superior nos finais de semana, quando comparamos com o ano passado”, conta o prefeito do município, Edegar Munari Rapach. Por isso, a operação verão teve medidas antecipadas. Porém, algumas obras ainda não foram concluídas.

A prefeitura está fazendo o recapeamento asfáltico nas avenidas Emancipação, Fernandes Bastos e Rubem Berta, além da rua Protásio Alves. As ruas de paralelepípedo também estão recebendo reparos, algumas até sendo refeitas. A previsão da administração municipal é concluir as obras até 15 de dezembro.
Algumas passarelas para a entrada na beira da praia estão danificadas, com madeiras quebradas ou soltas. Segundo o prefeito, cinco serão recuperadas ainda neste mês e, portanto, estarão prontas para o início da temporada.

Cidreira luta contra descarte de caliça

Aproximadamente 18 mil pessoas são moradoras fixas de Cidreira, mas no período de Ano-Novo e Carnaval o número fica perto dos 200 mil. O período movimenta a região e os comércios locais. “Esperamos um verão quente com muitos visitantes para resultar em mais vendas. A expectativa é uma movimentação de R$ 1 milhão nesses meses”, estima o secretário de Turismo, Roberto Pires Camargo. Os ajustes das residências já se iniciaram, e os restos de obras estão largados nas ruas de maneira irregular.

“As pessoas limpam as casas, fazem reformas e jogam o lixo em lugares incorretos. Infelizmente isso acontece em todo o Litoral”, explica. Ele garante que o serviço de limpeza nos balneários já está sendo intensificado com a equipe de servidores do município. Do dia 15 de dezembro em diante, haverá uma operação com mais efetivo, contratado exclusivamente para a temporada.