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Cinco pontos em estradas gaúchas registram protestos

Principal reclamação dos caminhoneiros é valor do frete

Cinco pontos em estradas gaúchas registram protestos
Cinco pontos em estradas gaúchas registram protestos Foto : André Ávila
* Com informações de Karina Reif

Pelo menos cinco pontos em estradas gaúchas têm protestos de caminhoneiros na manhã desta quinta-feira, quando foi deflagrada uma nova greve no Rio Grande do Sul. Os registros mais recentes mostram caminhões parados no Km 462 na BR 285 em Ijuí, na região do Planalto Médio; e também no Km 67 da RSC 287 em Taquari, no Vale do Taquarí, onde os veículos começaram a parar às 7h. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), os manifestantes estão liberando motoristas que estejam deslocando carga viva, remédios ou produtos perecíveis.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram confirmados atos no Km 243,5 da BR 386 em Soledade, no Alto da Serra do Botucaraí; no Km 22 da BR 101 em Três Cachoeiras, no Litoral Norte; e na BR 470 em Veranópolis, no Nordeste do Estado. Conforme a PRF, veículos de passeio e ônibus podem seguir viagem. Há relatos de apedrejamento de alguns caminhões por conta do recomeço dos protestos de caminhoneiros em todo o País.

Após uma reunião entre governo federal e representantes dos caminhoneiros terminar sem acordo nessa quarta-feira, a categoria deflagrou uma nova greve nas estradas do País. Durante o encontro dessa quarta-feira, os caminhoneiros reclamaram da falta de proposta do governo para a principal reclamação: o valor do frete. Anteriormente, uma reunião em março já havia terminado sem acordo. Na ocasião, o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, disse que o governo pediu prazo para analisar a proposta de tabelamento. Na reunião, no entanto, o governo rejeitou a criação do frete mínimo.

Ao ouvirem a posição de Rodrigues e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, os caminhoneiros abandonaram a reunião, protestando e gritando: “O Brasil vai parar!”. Eles esperavam que o governo considerasse a autorização de uma tabela de fretes, uma vez que já havia afastado a possibilidade de reduzir o preço do óleo diesel, outra reivindicação dos caminhoneiros, exposta na paralisação de fevereiro.

A PRF informou nesta quinta-feira que está reforçando o policiamento nos locais onde há manifestações para negociar a liberação da via. O objetivo é garantir o direito daqueles que querem se manifestar sem obstrução da rodovia ou daqueles que querem seguir viagem. Além disto, a polícia rodoviária quer desencorajar atos de vandalismo, apedrejamento e a coação daqueles que querem seguir viagem.

Segundo a PRF, a liminar judicial que impede o bloqueio das rodovias ainda esta em vigor e, por isso, toda pessoa que obstruir a rodovia ou fizer atos de vandalismo será identificada e encaminhada à justiça, podendo ser multado pela Justiça Federal.