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Clínica de Hemofilia realiza ações para lembrar o dia da doença

Um dos serviços diferenciados é o consultório de odontologia para hemofílicos

Clínica de Hemofilia realiza ações para lembrar o dia da doença
Clínica de Hemofilia realiza ações para lembrar o dia da doença Foto : Mateus Bruxel
O Rio Grande do Sul tem 1,2 mil pessoas com algum tipo de hemofilia. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), existem cerca de 8,2 mil portadores da doença. Para lembrar o Dia Mundial da Hemofilia, a Clínica de Hemofilia, em Porto Alegre, realizou nesta sexta-feira atividades especiais. A hemofilia é uma doença que atinge exclusivamente os homens. Ela é provocada por uma deficiência na proteína chamada de “fator de coagulação”. Assim, os pacientes têm com mais facilidade de ter hemorragias e hematomas. Se não tratado corretamente o paciente pode ter graves problemas nas articulações ou morrer. O evento contou com a presença de hemofílicos e familiares, que puderam participar de palestras sobre os cuidados com a saúde.

A coordenadora da Clínica, Adriana Célia Luz, explicou que por ser uma doença de origem hereditária normalmente a hemofilia é identificada na infância. Depois do diagnóstico, o paciente passa a tomar uma medicação para controlar a quantidade da proteína responsável pela coagulação no corpo. Além disso, eles devem fazer exames regulares.

Pela estrutura, a clínica, que está vinculada a Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde-Fepps, tem reconhecimento nacional. Um dos serviços diferenciados da clínica é na área de odontologia. Há cerca de dois anos foi montado um consultório de odontologia responsável pelos atendimentos aos hemofílicos. A dentista Débora Baratz, que é responsável pelo setor, ressaltou que esse tipo de serviço é pioneiro no Estado. Na clínica também é realizada a coleta de amostras de doadores voluntários de medula óssea para envio ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), em conjunto com a Central de Transplantes do Estado do Rio Grande do Sul.