Localizada no bairro Rio Branco, a Unidade Álvaro Alvim estará voltada principalmente aos dependentes químicos. Na primeira etapa, estão previstos 20 leitos para este tipo de atendimento, com capacidade para 270 internações e 10 mil consultas por ano. Serão disponibilizados, ainda, 32 leitos clínicos de apoio à emergência, com 1,5 mil interações anuais. Em uma segunda etapa, haverá mais 32 leitos para álcool e drogas e outros 66 leitos clínicos. A estrutura estava fechada desde abril de 2009, devido à crise financeira da Ulbra. No início de 2011, passou a fazer parte do patrimônio do Hospital de Clínicas.
O projeto de expansão do HCPA prevê, ainda, a construção de quatro novos prédios e de uma usina de geração de energia até 2015. O investimento é de R$ 210 milhões, com recursos próprios e do governo federal. As novas estruturas irão abrigar os blocos cirúrgico, de emergência, hemodiálise, hemodinâmica, oncologia e outros, além de 800 novas vagas de estacionamento. O investimento também terá o objetivo de fomentar atividades de ensino e pesquisa. “Formamos muita gente aqui. Para o professor se sentir à vontade, precisamos ter aproximação do cunho acadêmico com o cunho social. É isso que estamos conseguindo desenvolver”, analisou o presidente do hospital.
Para o prefeito José Fortunati, que participou do anúncio, o mais importante é que Porto Alegre começa, gradativamente, a recuperar leitos perdidos em função do fechamento recente de unidades hospitalares. “Estamos revertendo essa tendência, permitindo que em muito pouco tempo, no máximo dois anos, Porto Alegre não somente recupere a sua capacidade anterior, mas amplie o número”, disse o prefeito.
Fortunati destacou ainda que a ampliação do atendimento ajuda a combater o problema da superlotação nos hospitais públicos. “Temos plena convicção de que as medidas que estão sendo tomadas visam desafogar as nossas emergências”, observou.