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Clínicas e GHC têm interesse em assumir hospitais da Ulbra na Capital

Caso seja autorizada, medida disponibilizará 217 leitos em Porto Alegre

A Secretaria Municipal de Saúde anunciou que a prefeitura se compromete a destinar R$ 550 mil mensais para a gestão do Hospital Independência
A Secretaria Municipal de Saúde anunciou que a prefeitura se compromete a destinar R$ 550 mil mensais para a gestão do Hospital Independência Foto : Cristiano Estrela
O futuro dos hospitais Independência e Luterano, de Porto Alegre, será debatido nos próximos dias com os ministros da Educação e da Saúde. Segundo o presidente da OAB/RS, Cláudio Lamachia, o grupo de trabalho que acompanha o caso irá buscar uma audiência com o governo federal para encaminhar o assunto. Em reunião realizada nesta quinta-feira, na sede da Ordem, os diretores do Hospital de Clínicas e do Grupo Hospitalar Conceição manifestaram o interesse de assumir a administração dos leitos das instituições pertencentes à Ulbra e que estão fechadas desde o ano passado. Para que isso ocorra, é necessária autorização dos respectivos ministérios.

“Seria um avanço significativo, com mais 217 leitos disponíveis. Vai desafogar bastante o movimento nos demais hospitais”, acredita o presidente do Cremers, Fernando Matos. Durante o encontro, ele apresentou um relatório sobre a visita feita às duas instituições, que na segunda-feira será entregue à Justiça Federal de Canoas junto com um pedido de reabertura imediata dos hospitais.

A Secretaria Municipal de Saúde, por sua vez, anunciou que a prefeitura se compromete a destinar R$ 550 mil mensais para a gestão do Hospital Independência. Ainda não há definição de quantas vagas seriam destinadas a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Caso passe para uma entidade pública, será 100%”, afirmou a secretária-adjunta da pasta, Carolina Santanna. Segundo ela, o Hospital Independência atenderá principalmente os casos de traumatologia.

“Não podemos ver dois hospitais vazios enquanto pessoas estão sendo atendidas de forma indigna”, ressaltou Lamachia. O presidente da OAB criticou a ausência de representantes do Ministério da Saúde à reunião.

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