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Clientes fazem fila para abastecer com desconto de 53%

Cinco postos de combustíveis do RS aderiram ao Dia da Liberdade de Imposto

Quem se planejou e teve paciência de esperar na fila pôde abastecer o veículo sem pagar imposto nesta quarta-feira. O limite foi de 20 litros de gasolina por cliente, ao custo de R$ 1,50 o litro – descontados 53,03% em tributos. A ação faz parte do Dia da Liberdade de Imposto no Rio Grande do Sul, no qual cinco postos de combustíveis do Estado - três em Porto Alegre, um em Caxias do Sul e um em São Leopoldo - chamavam a atenção da alta carga tributária.

Cada posto vendeu uma cota de 5 mil litros de gasolina livre de imposto. A iniciativa reuniu o Instituto Liberdade, a Associação da Classe Média (Aclame), o Instituto de Estudos Empresariais, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o CDL Jovem POA, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificante no RS (Sulpetro) e das redes de postos Sim e Buffon.

O vigilante Décio Fernandes, 43 anos, chegou ao posto SMR, no bairro Praia de Belas, na Capital, às 19h30min de terça-feira e dormiu no carro. Às 8h, quando começaram a distribuir a senha, recebeu a nº 1. “Fiz uma troca com um colega no trabalho para poder chegar cedo ao posto. É bom aproveitar esse desconto de quase de 50%, pois o valor na bomba é R$ 2,89 o litro. Esta promoção deveria acontecer mais seguido”, afirmou.

O autônomo Jonatas Nunes, 18 anos, chegou às 5h e aguardava para abastecer. “Eu gasto cerca de R$ 300,00 por mês, pois preciso usar o carro para trabalhar. Tenho que aproveitar promoções desse tipo para aliviar o bolso”, comentou. O presidente do Sulpetro, Adão Oliveira, defende o Dia da Liberdade de Imposto para mostrar o quanto o governo arrecada em 1 litro de gasolina.

“Isso serve para mostrar que não são os revendedores que encarecem o combustível. Não somos os vilões. Se tivéssemos menos impostos, diminuiria até a inflação”, declarou. O diretor do Instituto de Estudos Empresarias Frederico Hilzendeger considera a máquina estatal ineficiente. “Não defendemos um país sem tributos, mas mostramos que há tributos demais. O povo paga mais do que recebe do governo. A máquina governamental se mostra cara e ineficiente”, considerou.

O proprietário do posto SMR, Rodrigo Cardoso, disse que foi convidado pela Sulpetro para participar da ação. “Acho importante que a população tome consciência sobre a carga tributária dos produtos. O contribuinte pode ter ideia daquilo que ele paga e o quanto volta para a sociedade em forma de educação, saúde e segurança público."

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